Já li alguns artigos que defendem uma versão da Bíblia em detrimento da outra, e utilizam-se de argumentos tais como fidelidade aos manuscritos originais, que uns manuscritos são mais confiáveis que outros, etc., que me deixaram balançado e me suscitaram dúvidas quanto às demais versões bíblicas.

Espada de 2 gumes, apta para discernir os pensamentos e intenções do coração

Eu possuo várias versões, e gosto de tê-las e consultá-las comparando um determinado texto nessas diferentes versões, e posso testificar que fui bastante beneficiado com novas ideias e ampliação de horizontes e possibilidades de aplicação de um texto que não imaginava serem, antes, possíveis.

Almeida Corrigida

Versão NVI

Reconheço: não sou exegeta, não sei ler os originais hebraico e grego, e desconheço a história de como eles foram preservados, descobertos, etc.

Mas, a questão é: seria necessário um crente sincero, que quer desfrutar de um relacionamento sincero com Deus, saber ler os originais hebraico e grego para isso? Não, não creio.

Particularmente, vejo com preocupação e certa tristeza essa batalha pela principal ou única tradução confiável, pois isso nos leva a um possível fechamento, nem tanto teológico, mas literário e estilístico, ou seja, um empobrecimento intelectual e literário, cuja riqueza pode nos fazer falta em alguma necessidade.

Evidentemente, não estou aqui querendo fazer uma apologia a qualquer tradução ou versão, mas defendendo aquelas que têm reputação e trabalho de tradução confiável e respeitável. Somente para deixar alguns exemplos que eu conheço, cito as traduções de Almeida (Corrigida, Atualizada, Contemporânea e a mais recente, Século XXI), Nova Versão Internacional, Bíblia Viva (em paráfrase) e a mais nova aquisição do idoma de Camões, a King James (cujo exemplar iremos sortear em breve).

Um exemplar da KJA

Agora, quero fazer um simples questionamento: se temos diversas interpretações teológicas acerca das origens (terra antiga ou terra recente), acerca do futuro (milenismo, amilenismo), acerca da atualidade dos dons espirituais (cessacionistas ou não), então por que temos que ficar restritos a uma única versão bíblica? Por que abdicar da riqueza teológica e literária que abnegados servos e servas de Deus, com tanto labor e carinho, colocaram à nossa disposição? E o que Jesus diria a esse respeito?

Se você tiver o cuidado de ler algumas frases que Jesus disse, citando o nosso AT, a Bíblia deles da época, se se comparar a frase ‘ipsis literis‘, não é o retrato exato do texto que temos hoje. Heresia minha? Confira e tire suas conclusões:

E disseram-lhe: Ouves o que estes dizem? E Jesus lhes disse: Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor? em Mateus 21:16

A frase acima, de Jesus, faz referência a este versículo:

Tu ordenaste força da boca das crianças e dos que mamam, por causa dos teus inimigos, para fazer calar ao inimigo e ao vingador. Salmos 8:2

E então, temos o direito de jogar na lata do lixo literário trabalhos de meticulosa tradução que são verdadeiras obras de arte para glória de nosso Deus? Não creio assim. Se o próprio Jesus estivesse em nosso meio, certamente faria uso de várias de nossas traduções e versões, trazendo pregações inflamadas que, de certo, tocariam fogo em nossas vidas e aqueceriam nossos corações frios.

Concorda, discorda, ou muito pelo contrário? Deixe sua opinião.

Soli Deo glória.

 

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