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PORNOGRAFIA – A Droga do Século XXI

por Wallace Sousa, do blog Desafiando Limites.

Se você ainda não se deu conta do motivo por trás da ideologia de gênero e educação sexual que está se tentando introduzir nas escolas, desde as séries iniciais, leia este artigo e fique estupefato:

O que se pretende com isso é expor as crianças ao mais devastador narcótico já inventado pelo ser humano: a pornografia. Inclusive, esse narcótico virtual não é apenas extremamente viciante, danoso e remodelador (deformador) do cérebro daquele que se expõe ou a ele é exposto, mas seus efeitos são praticamente permanentes pela incapacidade que o cérebro tem de expulsá-lo!

Pais, professores, educadores cristãos e líderes envolvidos com crianças, jovens e adolescentes das mais variadas faixas etárias devem ficar cientes dos males potenciais que a pornografia causa no ser humano a nível cerebral, tal qual outra droga qualquer, como a nicotina (cigarro), álcool, cocaína, heroína ou crack, só que mais viciante e persistente.

E, o que é pior, protegida e promovida por leis.

A pergunta que se faz é: como se pode combater uma droga que está tão disseminada na sociedade, disponível para praticamente qualquer pessoa, a qualquer tempo e que dispõe de proteção legal?

Agora perceba que a feitiçaria que a Bíblia condena, tal como está em Apocalipse 18.23, abaixo, tem uma raiz bem interessante:

E luz de candeia não mais luzirá em ti, e voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá; porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias.
Apocalipse 18:23

Sim, a palavra pharmakeia (grego transliterado), em grego, é traduzida por feitiçaria, que além de significar administração de medicamentos, refere-se a práticas mágicas e ocultismo, conforme a referência do dicionário Strong’s Greek: 5331.

Os feiticeiros, então, eram aqueles que lidavam e administravam poções mágicas (lembra dos caldeirões das feiticeiras) dos filmes? Podemos citar, também, a pajelança dos índios sulamericanos e até, quem sabe, as folclóricas “rezadeiras” do Nordeste brasileiro, quando faziam uso de seus famosos “chás de ervas” ou das ditas “poções mágicas”.

Logo, enfeitiçar é também drogar, administrar drogas para manipular as pessoas, e nessa definição podemos incluir também(!) os atuais TRAFICANTES DE DROGAS. Então, viciar pessoas na pornografia desde cedo significa criar um exército de pessoas que, no futuro, vão exercer cargos estratégicos, atuar em diversas áreas, assumir posições políticas e que poderão ser, de algum modo, manipuláveis e controláveis.

E, pior ainda, muitos que ficaram expostos a esse tipo de influência não o sabem e não admitem que possam estar sob algum tipo de controle ou influência, mas que agem, de algum modo, para agradar àqueles que estão por trás dessa iniciativa.

Percebeu o grau de controle que se pode ter assim? E que estamos prestes a ver os piores efeitos possíveis que essa política alcançará com a abrangência dos serviços de internet rápida e os avanços da experiência imersiva, também conhecida por realidade virtual, e que será experimentada em 3-D, ou seja, em 3ª Dimensão, por meio dos chamados óculos de realidade virtual, os quais já estão sendo lançados no mercado.

E saiba disso: ninguém estará imune a ela. Ninguém.

Em outro post traremos a tradução do artigo “The Social Costs of Pornografy” (O custos sociais da pornografia), onde são discutidos os impactos na vida social em vários níveis.

Um novo narcótico

Outro dia, eu ouvi um cara dizer que a Starbucks era ”a maior comerciante de drogas dos Estados Unidos.” Sendo eu culpado daquela espécie de “traficante”, eu vou me recusar a discutir os méritos de tal acusação.  

Mas e se eu lhe dissesse que a internet é a maior comerciante de drogas nos Estados Unidos?”  

Um corpo crescente de pesquisa apoia tal afirmação no que se refere a um novo “narcótico”: a pornografia na internet. A Pesquisa nacional em Uso de Drogas e Saúde estimou que em 2008 existiam 1.9 milhões de usuários de cocaína. 

De acordo com a Agência de Inteligência Central, existem estimados 2 milhões de usuários de heroína nos Estados Unidos, com cerca de 600.000 a 800.000 considerados viciados crônicos. Compare estes números aos 40 milhões de usuários regulares de pornografia online na América.  

Pesquisas neurológicas tem revelado que o efeito da pornografia na internet no cérebro humano é tão potente – se não mais – quanto substâncias químicas que causam dependência como cocaína ou heroína. 

Em uma declaração antes do Congresso, o Dr. Jeffrey Satinover, um psiquiatra, psicanalista, física e ex Membro da Psiquiatria em Yale, alertou:  

Com o advento do computador, o sistema de entrega para esse estímulo de dependência [pornografia na internet] tem se tornado quase livre de resistência.  

É como se nós imaginássemos uma forma de heroína 100 vezes mais potente do que antes, usada na privacidade da sua própria casa e injetada diretamente no cérebro através dos olhos. Está disponível agora em quantidade ilimitada por uma rede de distribuição autorreplicante, glorificada como arte e protegida pela Constituição.  

Embora a pornografia, de uma forma ou de outra, tenha [sempre] estado presente na história humana, seu conteúdo e a maneira que as pessoas a acessam e a consomem tem mudado drasticamente nas últimas décadas com o advento da internet e as tecnologias relacionadas.  

Há três razões principais por que a pornografia na internet é radicalmente diferente das formas anteriores:

sua (1) frugalidade (K. Doran, professor assistente de Economia na Universidade de Notre Dame, estima que 80% a 90% dos usuários de pornografia visualiza o conteúdo gratuito on-line);

(2) acessibilidade (24/7 de acesso em qualquer lugar com uma conexão à internet) e, o mais importante;

(3) o anonimato.

Esses três fatores combinados com a descrição experimental de pornografia na internet com pessoas reais realizando atos sexuais reais enquanto o espectador observa criou um potente narcótico, no sentido mais literal.  

No entanto, muitos argumentam que a pornografia é apenas “discurso”, uma forma de “expressão” sexual que deve ser protegida como um direito constitucional sob a Primeira Emenda.  

A questão dos direitos da Primeira Emenda é, inegavelmente, o obstáculo final para esclarecer a partir de um ponto de vista legal, e eu assumo essa pergunta no ensaio de amanhã do Discurso Público.

Hoje eu começo a minha análise a partir de uma perspectiva científica, porque os achados neurológicos recentes têm exposto a pornografia da internet como sendo algo muito, muito mais do que mero “discurso”.  

Pornografia na Internet: O Novo Narcótico  

Embora o termo “dependência de drogas” tipicamente seja reservado para substâncias químicas ingeridas fisicamente (ou inaladas ou injetadas) no corpo, a pornografia na Internet – consumida através dos olhos, afeta quimicamente e fisicamente o cérebro de um modo semelhante às substâncias químicas ilegais.   

William M. Struthers, professor de psicologia na Wheaton College, explica em seu livro Wired for Intimacy: How Pornography Hijacks the Male Brain que a pornografia funciona “através do mesmo circuito neural, tem os mesmos efeitos no que diz respeito à tolerância e à abstinência, e tem todas as demais evidências de um vício.”  

Isso ocorre porque as mesmas partes do cérebro reagem tanto às substâncias ilegais como à excitação sexual.  Dopamina, a substância química provocada pela excitação sexual e pelo orgasmo, é a mesma substância química que desencadeia as ligações de dependência no cérebro.  

Como Donald L. Hilton Jr., MD, um neurocirurgião e professor clínico associado de neurocirurgia da Universidade de Texas, observa:  

A pornografia é um feromônio visual, uma poderosa droga cerebral de 100 bilhões de dólares anuais que está mudando a sexualidade ainda mais rapidamente através da ciber-aceleração da Internet.   Ela é “desorientadora” e “perturbadora da comunicação no pré-encontro entre os sexos por estragar o clima.”  

Pense no cérebro como uma floresta onde trilhas são usadas por excursionistas que caminham pelo mesmo caminho repetidamente, dia após dia. A exposição a imagens pornográficas cria trilhas neurais semelhantes que, ao longo do tempo, tornam-se mais e mais “bem pavimentadas”, conforme elas são repetidamente percorridas a cada exposição à pornografia.   

Essas rotas neurológicas eventualmente tornam-se a via principal na rede do cérebro por onde as interações sexuais são trilhadas. Assim, um usuário de pornografia “criou inconscientemente um circuito neurológico” que torna sua perspectiva padrão para questões sexuais regida pelas normas e expectativas da pornografia.  

Essas “trilhas cerebrais” são possíveis de serem iniciadas e “pavimentadas” devido à plasticidade do tecido cerebral. Norman Doidge, MD – um psiquiatra, psicanalista, e autor do New York Times e do best-seller internacional, O Cérebro Que Muda A Si Mesmo – explora o impacto da neuroplasticidade na atração sexual em um ensaio no [artigo] Os Custos Sociais da Pornografia.   

Doidge observa que o tecido do cérebro envolvido com preferências sexuais (ou seja, o que “nos deixa ligados”) é especialmente maleável. Assim, estímulos externos – como imagens pornográficas – que ligam coisas previamente não relacionadas (por exemplo, tortura física e excitação sexual) podem afetar neurônios previamente não relacionadas no cérebro para aprender a “inflamar” juntamente para que, da próxima vez, a tortura física possa realmente provocar a excitação sexual no cérebro.   

Este disparo conjunto de neurônios cria “ligações” ou associações que resultam em novos e poderosos caminhos do cérebro que permanecem mesmo depois que os estímulos externos instigantes são retirados.  

À luz da nova ciência do cérebro, a influente comunidade científica (American Society of Addiction Medicine), que costumava acreditar que o vício era primariamente um comportamento, recentemente redefiniu “vício” como uma doença essencialmente cerebral girando em torno do sistema de recompensas neurológicas.   

A poderosa força da pornografia na Internet sobre o sistema de recompensa neurológico claramente a coloca dentro desta nova definição de “vício”.  

Alguns poderão argumentar que muitas substâncias e atividades, tais como TV, comida, compras, etc. podem causar – a formação de dependência química no cérebro, mas nós certamente não queremos que o governo regulamente o quanto assistimos TV, o quanto compramos, ou o quanto comemos.   

Enquanto há uma abundância de pessoas com dependência televisiva, de comida e de compras, o Dr. Hilton argumenta que imagens sexuais são “singulares entre as recompensas naturais” porque as recompensas sexuais, diferentemente de alimentos ou outras recompensas naturais, causam “mudanças persistentes na plasticidade sináptica.”   

Em outras palavras, a pornografia na internet faz mais do que simplesmente cravar o nível de dopamina no cérebro para uma sensação de prazer. Ela literalmente muda a matéria física no cérebro de modo que novos caminhos neurológicos requeiram material pornográfico a fim de desencadear a sensação de recompensa desejada.  

Então como é que a pornografia na internet se compara a substâncias químicas ilegais que causam dependência tais como cocaína ou heroína? A cocaína é considerada um estimulante que aumenta os níveis de dopamina no cérebro.   

A dopamina é o principal neurotransmissor que a maioria das substâncias viciantes libera, uma vez que provoca uma “subida” e um desejo subsequente por uma repetição dessa elevação, em vez de um sentimento de satisfação subsequente por meio de endorfinas. A heroína, por outro lado, é um opiáceo, que possui um efeito relaxante.   

Ambas as drogas desencadeiam tolerância química, que requer uma quantidades maiores da droga a serem utilizadas a cada vez para se obter a mesma intensidade de efeito.  

A pornografia, tanto pela excitação (o efeito “elevação” da dopamina) e causando um orgasmo (o efeito “relaxante” dos opiáceos), é um tipo de polidroga* que aciona ambos os tipos de produtos químicos que causam dependência no cérebro de uma tacada só, realçando sua propensão viciante bem como o seu poder de instigar um padrão de tolerância cada vez maior.   

A tolerância no caso da pornografia não necessariamente requer maior quantidade de pornografia, e sim novo conteúdo pornográfico como atos sexuais proibidos, pornografia infantil ou pornografia sadomasoquista.  

A excitação sexual é o resultado de picos de testosterona, dopamina e norepinefrina, ao passo que a transcendência e a euforia experimentada durante o orgasmo estão relacionadas com a liberação de opiáceos endógenos.  

Enquanto a pornografia ativa o sistema de desejo por meio de dopamina, um orgasmo causado pela pornografia não libera endorfinas, que são os produtos químicos que fazem com que nos sintamos saciados.   

Em contrapartida, as endorfinas são liberadas após um orgasmo obtido em relações sexuais com um ser humano real. Esta ausência de satisfação, combinada com a plasticidade competitiva do cérebro, faz com que o cérebro exija cada vez mais novas e excitantes imagens para obter o mesmo resultado químico de antes.  

Enquanto os efeitos viciantes da pornografia na internet são semelhantes a uma combinação de substâncias que causam dependência química, os efeitos da pornografia na internet vão além daqueles [causados pelas] substâncias químicas.  

Por exemplo, “neurônios-espelho” no cérebro nos permitem aprender observando um comportamento e copiando-o.   

O professor Struthers escreve que, por causa dos neurônios-espelho, “Assistir um [vídeo] pornográfico cria uma experiência neurológica na qual uma pessoa participa substitutivamente daquilo que ela está assistindo.”  

Essa dependência exclusivamente interativa é ativada pela combinação de estímulos em ambas as partes do cérebro e do corpo; nas palavras de Struthers, usar pornografia “envolve o sistema visual (assistir pornografia), o sistema motor (masturbar-se), o sistema sensorial (estimulação genital), os efeitos neurológicos da excitação e o orgasmo (euforia sexual por meio de opiáceos químicos como a dependência em dopamina no núcleo accumbens e a redução da sensação de medo na amígdala)”.  

Outro aspecto do vício em pornografia que supera as características viciantes e nocivas do abuso de substância química é sua permanência. Enquanto as substâncias podem ser metabolizadas e expulsas do corpo, as imagens pornográficas não podem ser metabolizadas e expulsas do cérebro, porque as imagens pornográficas são armazenadas na memória cerebral.   

Embora os viciados em entorpecentes possam causar danos permanentes a seus corpos e cérebros pelo uso de drogas, a própria droga não permanece no corpo após ser metabolizada e expulsa do corpo. Mas com a pornografia, não há prazo de abstinência que possa apagar os “rolos” de imagens pornográficas no cérebro que podem continuar a alimentar o ciclo viciante.  

Em suma, a pesquisa do cérebro confirma o fato crítico de que a pornografia é um sistema de distribuição de droga que tem um efeito distinto e poderoso sobre o cérebro humano e o sistema nervoso.   

Muito mais semelhante à cocaína do que a livros ou discursos públicos, a pornografia na internet não é o tipo de “expressão” que a Primeira Emenda foi concebida para proteger da censura do governo, como eu vou argumentar amanhã. Aqueles que leem livros ou ouvem ideias podem usar suas mentes conscientes para refletir por meio das afirmações e informações.   

Mas, como o dr. Doidge coloca, “Aqueles que usam [pornografia] não têm nenhuma noção sobre a extensão em que seus cérebros são reformulados por ela.”  Na verdade, eles não têm idéia de que a pornografia está desenhando “novos mapas em seus cérebros.”  

Morgan Bennett é um candidato do JD em Pepperdine University School of Law.

* polidroga é um termo que tem o significado de uma droga com multiplicidade de ação e impacto; ou seja, ela atua nos dois tipos de receptores químicos que causam dependência no cérebro, segundo o artigo.

Fonte do original: The Public Discourse – The New Narcotic

Tradução colaborativa: Duolingo

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