oferta mais e menos

Por que você não vai ser abençoado só porque deu uma oferta na igreja?

Amigos do blog Desafiando Limites, quero pedir um minutinho de sua atenção:

Ontem eu postei minha indignação, decepção e chateação em meu perfil no Facebook por ouvir um pregador/cantor em um grande evento de jovens evangélicos desta Capital Federal afirmar em “alto e bom som” que:

“os melhores empregos de Brasília serão dos que vão ofertar hoje aqui porque…”

Amigos, o porquê é irrelevante, é secundário e dispensável justamente porque o mais importante, no raciocínio acima exposto, é que não importa o esforço, a dedicação nos estudos e profissionalmente, a capacidade técnica e o trabalho envolvido em se especializar e procurar trazer benefícios e dividendos no trabalho que desenvolve, sim, nessa visão o mais importante é quem oferta.

Daqui a algum tempo, quando muitos terão caído nessa armadilha pseudo-teológica, começar-se-á a se prometer que as bênçãos serão dos que ofertarem “mais e melhor”.

Meus amados, eu poderia aqui escrever dezenas e dezenas de linhas para refutar essa excrescência teológica, trazendo argumentos bíblicos – de que Deus ama a quem dá com alegria e não por constrangimento, por exemplo, históricos – como a antiga venda de indulgências, por exemplo, hermenêuticos – como a ausência brutal de referencial bíblico que sustente essa posição, enquanto há abundante material reprovando-a.

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Mas, eu quero apenas e tão-somente trazer um argumento que vai calar fundo na alma de quem tem o desplante e indecorosidade de apoiar tal afirmação. E esse argumento é de ordem meramente prática.

Sim, porque nada melhor do que a realidade para destruir falácias e argumentos contrários à Escritura. A realidade e o melhor argumento de que dispomos para reduzir a pó falácias teológicas desse naipe.

Portanto, exponho agora meu argumento em defesa de uma fé genuinamente bíblica e sadia para os dias atuais:

O que se diria de um pastor ou líder que reservasse os melhores cargos de sua igreja para quem desse as maiores ofertas? Ou para os maiores dizimistas? Ou para quem desse os melhores presentes ao líder/pastor?

Quer dizer que a vocação seria deixada em segundo plano se o vocacionado não tivesse um “dote” para comprar a indicação e a “bênção” do pastor?

Ora, meus irmãos, grande parte das mazelas que vemos hoje não é justamente de se seguir essa prática de inspiração claramente diabólica, de se nomear quem tem poder econômico em detrimento de quem tem vida e vocação espiritual?

Sabem o que me deixa mais triste? É saber que aqueles milhares de jovens lá presentes foram subliminarmente doutrinados que não adianta mais se esforçarem, se dedicarem, investirem nos estudos e em capacitação técnica e intelectual, nem se dedicar profissionalmente em se tornarem melhores e mais capazes empregados.

Uma coisa eu sei e digo: eu não gostaria de ter como colega de trabalho uma pessoa que ascenda ao cargo ou que seja meu chefe porque ele deu uma oferta na igreja ou a pedido de um líder qualquer.

E eu não quero como meu líder espiritual alguém que pensa que se pode comprar as bênçãos de Deus com dinheiro!

Para tanto evoco as palavras do apóstolo Pedro em alerta a esses após-tolos que acham que o dinheiro é garantia para os dons divinos ou ingresso para uma vida abundante de bênçãos celestiais:

“E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo.

Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus.

Arrepende-te, pois, dessa tua iniquidade, e ora a Deus, para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração; Pois vejo que estás em fel de amargura, e em laço de iniquidade.”

Atos 8:18-23 (do site Bíblia OnLine)

Minha oração é que o Senhor abra os nossos olhos para que possamos perceber, ainda que nas mínimas coisas, o grande mal que nos espreita por conta da disseminação silenciosa em nossos púlpitos e pregações da diabólica teologia da prosperidade.

E que Deus levante homens e mulheres cheias de virtude, poder, unção, vigor e ousadia para denunciar esse evangelho fajuto e ridículo que empesteia nossos púlpitos.

Se você conseguiu ler tudo até aqui, e concordou com o que escrevi, peço-lhe a gentileza de compartilhar com seus amigos porque, afinal, o maior temor de pessoas assim é que aqueles que são manipulados sejam expostos à verdade e se livrem de suas garras perniciosas.

Wallace Sousa, evangelista da Assembléia de Deus em Brasília/DF e editor do blog Desafiando Limites.

 

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