trip-mozambique

Como todos os leitores deste blog devem saber, visto que os avisei antes da viagem (e fazendo menção à viagem anterior, sobre a qual você pode ler aqui), estive novamente em Moçambique, um conhecido país do sul da África, ex-colônia portuguesa, assim como o Brasil já foi um dia.

A primeira viagem ocorreu em 2013, e envolveu além de Moçambique, o país vizinho do Malawi. Nós quase que cruzamos o país para chegar até o Malawi, até a cidade de Nsanje.

Foi daquela vez que conheci muitos irmãos amados e comprometidos com o Reino e a propagação do evangelho em solo africano. Eu fui impactado e essa viagem foi um marco em minha vida, ainda que não de imediato.

Após voltar ao Brasil, a saudade ficou e o desejo de voltar se intensificou, mas não surgia uma oportunidade propícia para voltarmos e revermos nossos amigos africanos.

Eu me lembro do Pedro, com quem dividi o quarto de hotel na viagem a Malawi, quando eu tentava esboçar algumas palavras no idioma local, ele dizia que eu era seu irmão africano, apesar da (minha) cor. E isso me honrava.

O mais interessante de tudo é que essa viagem começou da forma mais inocente e despretensiosa possível: com uma brincadeira.

Conversando com um irmão de lá, começamos a brincar e ele disse: vou te chamar para pregar em minha igreja, mas você paga a passagem! Eu ri. E devolvi na mesma moeda: então você vem pregar aqui no mesmo esquema!

Mas, arrematei dizendo que íamos orar para que Deus abrisse as portas.

Alguns dias depois, não muitos, surgiu uma promoção para a África ofertada pela empresa TAAG, de Angola. Preços imperdíveis, estava mais barato do que ir e voltar para o Nordeste na estação de férias. Mas, infelizmente para mim, as datas não me favoreciam. Isso foi por volta do último trimestre de 2016.

Todavia, algum tempo depois a promoção voltou e eu, em contato com irmãos de lá, combinei a ida e comprei as passagens para mim e minha esposa.

O interessante é que dias antes, ela estava distribuindo Novos Testamentos em um posto de saúde e uma irmã que ela nunca tinha visto na vida veio até ela e profetizou: “Tu és minha missionária, e eu vou te levar às nações”. Deus é tremendo, não é?

O Senhor é fiel, e Ele nos abriu a porta.

De início, pensei em fazer uma cruzada nesse período em que estaria por lá, mas logo mudei o pensamento para realizar um trabalho junto aos líderes locais, capacitando-os a desempenharem um trabalho mais eficaz na obra do Senhor.

A viagem

Nossa viagem começou em Brasília e, daqui, fomos a São Paulo. Nossa conexão foi demorada e cansativa: chegamos pela manhã e o voo saiu início da noite. A chegada em Luanda se deu de madrugada e a saída, quase 10 da manhã com a chegada em Maputo após às 14 horas.

Como a viagem havia iniciado no dia anterior por volta das 7h, descontando o fuso de 4 horas, encaramos uma jornada de cansativas 27 horas.

Mas, graças a Deus, nada disso foi empecilho para que, logo cedo do outro dia, pela manhã, eu estivesse na igreja iniciando o seminário para líderes e obreiros.

Missão em Moçambique

A estadia lá seguiu o seguinte cronograma:

  • sábado pela manhã: seminário para líderes na Assembleia de Deus da Matola, cidade da região metropolitana da capital, Maputo. O tema desse estudo foi o texto bíblico do post 9 razões para persistir quando as coisas insistem em dar errado;
  • sábado à noite: ceia na igreja da missionária Eliza, na Matola;
  • domingo de manhã: EBD, culto e ceia na Assembleia de Deus da Matola. Os trabalhos iniciaram 9 e se estenderam até quase 14h;
  • segunda à noite: encerramento do seminário para líderes com entrega de livros doados do Brasil;
  • terça: saímos cedo em direção a Chicumbane e, à tarde, demos um estudo para os irmãos presentes;
  • quarta à noite: um estudo para a igreja, baseado no post Bateu o desespero? Deus tem uma palavra para você!
  • quinta: voltamos de madrugada e, à noite, fomos a um culto em Boane, município vizinho, onde demos uma palavra para os irmãos reunidos.
  • sexta: retorno ao Brasil, com conexão em Luanda e embarque no voo para o Brasil;
  • sábado: chegada a São Paulo, de madrugada, e embarque para Brasília de manhã.
  • chegada em casa, finalmente, no sábado para o almoço.

Fatos que marcaram

No sábado pela manhã, na hora do intervalo do estudo, uma jovem senhora que havia ido deixar seu filho na escola de música veio até mim e me perguntou: “vochê é Wallache, do Brésile? Wallache com doish élis?”, disse ela com seu carregado sotaque do português de “Portucal“.

Sim, eu disse, Wallace com 2 “l”.

Com minha confirmação, ele falou que era leitora do blog e jamais imaginaria que iria conhecer o autor do blog que ela lia! Ora, nem eu! Pense na alegria e satisfação que eu tive de conhecer uma leitora do blog do outro lado do mundo!

Outra irmã, depois do estudo veio me procurar e disse algo que me marcou para sempre: veio até mim e disse que, até aquele dia, quando ela lia a Bíblia, não conseguia entender direito, apenas quando ouvia algum estudo na igreja. Mas que, a partir daquele dia, ela cria que leria e entenderia a Bíblia e aplicaria em sua vida.

Isso sem falar na extrema e respeitosa atenção que eles me dispensavam enquanto eu ministrava, tentando anotar até as gaguejadas que eu dava.

Sério mesmo: eles anotavam praticamente tudo. Foi emocionante pra mim ver tantas pessoas anotando o que eu lhes tentava transmitir.

E, finalmente, alguém depois foi até mim, na verdade acho que ouvi isso de mais de uma pessoa, que eles realmente acreditavam que podiam ser capazes de enfrentar e vencer as adversidades, mas ninguém antes havia chegado lá e dito pra eles, com convicção, de que eles eram capazes, de que eles poderiam enfrentar e vencer os grandes obstáculos que estavam enfrentando.

Moçambique podia estar em crise, mas eles estavam em Cristo e, com a bênção e o poder dEle, Jesus, eles poderiam ser a geração que tiraria Moçambique da crise.

Ainda houve outras coisas, tais como visitar e conhecer uma missionária brasileira que era amiga pessoal de um colega de trabalho, essas cristocidências que nos mostram que estamos andando debaixo da poderosa mão de Deus e de seu terno cuidado.

Poderia falar mais, mas ou são muito pessoais e particulares ou se eu dissesse poderia soar como uma tentativa velada de me exaltar então, por uma ou por outra, vou omiti-las porque o intuito é abençoar os leitores, não me exaltar.

Essas coisas simples, porém marcantes, me valeram a viagem, tornaram o cansaço irrelevante e deixaram em minh’alma aquele toque e aquela sensação de que eu estava vivendo a promessa e a vontade de Deus para minha vida.

Se você se sentiu tocado por Deus com esse simples relato, saiba que o Senhor pode estar despertando em você também essa chama missionária.

E estou com um projeto em mente que você pode ser um parceiro e fazer parte dessa honrada missão de abençoar nossos irmãos africanos. Leia até o fim do post e saiba como.

Álbum de fotos e vídeos

Das várias fotos e vídeos que fiz nessa viagem, selecionei aqueles mais interessantes e pertinentes e juntei em um álbum que está disponível aqui:

Viagem Missionária a Moçambique – Fev2017 (foto: livros doados do Brasil)

Você quer ajudar a evangelizar a África?

Quer fazer parte de um projeto de capacitação de líderes e obreiros da África para que eles sejam capazes de ganharem seus compatriotas para Cristo? Você pode ajudar a realizar esse grande projeto.

Se você tem esse interesse e desejo de ajudar, preencha o breve questionário a seguir que entraremos em contato posteriormente:

Faltou algo que você gostaria ou ficou curioso de saber?

Diga o quê e vamos conversar nos comentários.

 

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