Interceder é assumir o lugar do outro – 2
Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo. Hebreus 13:3
O jejum do Ramadã começou hoje, e há uma previsão de, aproximadamente, 1.5 Bilhão de muçulmanos orando e jejuando até 9 de setembro. Neste mês, é comum intensificarem-se os ataques a cristãos que vivem em países muçulmanos, por conta do aumento da intolerância religiosa. O ministério Portas Abertas lançou uma convocação para que orássemos pelos cristãos que vivem nesses países, expostos a todo tipo de perseguição, desde assédio moral até tortura e morte.
Entrementes, no Brasil, foi lançada a Campanha Nacional de Jejum e Oração pela Família, tendo em vista os ataques recentes e contumazes à unidade familiar, ataques esses que estão não apenas se intensificando em número, mas em força e agressividade.
Num universo de aproximadamente 40 milhões de evangélicos, seria de se esperar uma adesão maciça à campanha, não é mesmo? Bem, os números, apesar de animadores, não refletem esse engajamento todo: 1.720 igrejas e quase 370.000 membros (dados de hoje à tarde). Parece muito? Não é. E nem há igualdade também: enquanto São Paulo e Rio de Janeiro têm, respectivamente, 567 e 245 igrejas cadastradas, Amapá e Roraima têm, respectivamente, 1 e 2 igrejas.
Não por acaso, SP e RJ são, hoje, estados com situações de violência e turbulência social muito evidentes. Fica a pergunta: se as igrejas estivessem orando há mais tempo, as coisas estariam assim? E, para nós, de outros estados, se continuarmos a não buscar a Deus em oração, como estaremos daqui a algum tempo? Uma reflexão altamente cabível para a igreja de hoje.
Já está passando da hora de a igreja brasileira descer à casa do Oleiro, para se refazer. Há um movimento até recente em se criticar a teotitica da prosperidade, mas me lembro da advertência e exortação do Senhor à igreja de Éfeso, onde Ele reconhecia que a igreja estava desmascarando os falsos apóstolos, mas havia perdido o primeiro amor. Fica claro que uma coisa não implica, necessariamente, a outra, e nem são escamoteáveis (intercambiáveis, ou seja, uma supre a falta da outra).
A igreja precisa se parecer mais com a Noiva do Cordeiro do que com uma prostituta ornamentada de jóias, que é o que a teotitica da prosperidade faz com a Noiva: despe ela dos vestidos de santidade e lhe dá uma capa de sensualidade, acrescida da maquiagem de vulgaridade.
Apesar de fazer referência à igreja de Éfeso, a que mais se parece ou, melhor dizendo, a melhor representante da teotitica da prosperidade é a igreja de Laodicéia: “Tu dizes: rico sou… mas não sabes que não passas de um desgraçado, miserável…” Apocalipse 3:17
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