Lições que aprendo com os filmes de Hollywood

será que a arte irrita a vida?

Hoje – quero dizer, um dia desses – de madrugada, sonhei que estava dando uma palestra para jovens de um encontro evangélico. Sonhei que estava falando sobre o filme recém lançado Thor (o qual não assisti, apenas o trailer), e mencionava algumas coisas que devíamos aprender com o filme. Não sei explicar porque, mas no sonho eu pregava tão bem e com tanta convicção… risos

Mas, o que eu falava no sonho era mais ou menos o que vou expor daqui por diante. Infelizmente, não deu pra lembrar de tudo porque fui puxado pelo paletó acordado pelo despertador do celular, justo quando o melhor da pregação estava por vir… #frustração! Ao acordar, ainda com a memória fresquinha, fiquei recordando o que tinha ouvido e vivido e, no metrô, fiquei rascunhando algo para poder compartilhar com os leitores do blog Desafiando Limites. Ainda bem que vocês não estavam no sonho, assim não podem comparar o post com a pregação.

1. Não devemos maltratar nossos amigos

No filme, Thor usa um martelo (mjolnir é o nome da peça, que deve ser primo do penico, eu acho) para sair dando sopapo em todo mundo, mas tem uns amigos – e inimigos – que usam espadam maça (não maçã), etc. Mas, o que me fez associar esse martelo mijão com desrespeito aos amigos foi o verso a seguir:

Martelo, espada e flecha aguda é o homem que profere falso testemunho contra o seu próximo. Pv 25.18

Se você puxar pela memória, verá que os super-heróis de Hollywood estão mais para os deuses do Olimpo (arrogantes, egoístas, insensíveis e cheios de si; às vezes, até perversos e raparigueiros), e o novo Homem-Aranha, o novo Batman e o novo Homem-de-Ferro estão aí para não me deixarem mentir.

Olhe em volta: as pessoas que você admira e considera heróis não são os ridículos participantes do BBB, segundo Bial as pessoas honestas, capazes de auto-sacrifício abnegado e de renunciar até suas próprias vidas por seus amigos, tais como bombeiros, salva-vidas, socorristas do SAMU e outros? Se você precisasse de um auxílio urgente, em questão de vida ou morte, ia chamar os heróis do Bial ou o 192 (disque SAMU)?

E você, está sendo herói para alguém, portando-se como uma pessoa digna de ser admirada e lembrada por seus amigos, ou capaz de fazer de tudo para ganhar seus 5 minutos de fama e depois cair no merecido esquecimento e no ostracismo inevitável?

2. Amigo mascarado só é bonito nos filmes

No filme, seja de Hollywood, seja de Bollywood (da Índia), pode até ser bonito ter um amigo mascarado, dar status e coisa e tal, mas na vida real, ninguém quer. Eu não quero, você, provavelmente, também não quer. Se você achar alguém que queira um amigo mascarado, me fale, que eu vou dar os meus pra ele (risos).

Sabe o que é triste disso? Que TODO MUNDO tem um amigo super-herói, um amigo que se esconde atrás de máscaras, no qual você sabe que não pode confiar e talvez falhe bem naquela hora crítica, e o “herói” acaba piorando ainda mais sua situação. A amizade verdadeira não se compra, nem com presentes nem com dinheiro. E amigo de verdade não usa máscara, pode confiar.

3. Dupla identidade faz sucesso nos filmes, mas é tragédia na vida real

Hollywood adora explorar o tema de dupla identidade, e quando não o é com os mascarados que saíram dos quadrinhos para as telas, é de espiões que vivem uma vida dupla, escondendo até mesmo da família (cônjuge e filhos) suas artimanhas secretas por meio de malabarismos gramaticais. A alegação de manter essa vida dupla é a de preservar a segurança da família, de protegê-la, enfim. Nem vou questionar isso, mas sim se é possível, vivendo uma mentira, ser uma família feliz e harmoniosa. Eu acho que não.

A vida, se você ainda não se deu conta disso, não é um conto de fadas. E o equilíbrio do lar é muito delicado e, sem uma boa política de confiança, sem uma boa base de intimidade e cumplicidade, qualquer abalo, por menor que seja, fará ruir as estruturas familiares. Os jovens mais vulneráveis às ações dos traficantes e aliciadores são aqueles que vivem uma relação familiar fria e distante, sem uma rede de proteção paterna que os alerte contra essas armadilhas.

Conclusão: os verdadeiros super-heróis não usam máscaras

Pode verificar: os verdadeiros heróis são aqueles que se sacrificam em prol do seu próximo, e vivem uma vida de alerta ao perigo, tais como bombeiros, socorristas de plantão, policiais que enfrentam bandidos e assassinos, como foi no caso da tragédia de Realengo. Você já viu algum desses heróis anônimos se esconderem atrás de máscaras e identidades falsas? Por que o fariam? E você, por que se esconderia atrás de máscaras? O que você teria a esconder, se fosse algo de se orgulhar?

Está vendo? A máscara é uma contradição, e até me pergunto se isso não tem algum efeito ou influência em nossa sociedade de hoje, no sentido de estimular a hipocrisia e a falsidade, esse culto aos mascarados. Imagine a confusão na cabeça em formação de uma criança, que vê uma pessoa “normal” de repente se transformar em um super-herói apenas por colocar uma máscara? Não é de se pensar nisso?

Mas, sabe o que me deixa ainda mais triste? É saber que existem muitos pregadores e cantores evangélicos que também se acham e são tidos por super-heróis. E até que são mesmo, pois vivem uma vida dupla, sendo heróis no púlpito e devassos fora dele. Gostam de aparecer diante das multidões, usando uma máscara que esconde seu verdadeiro eu, sendo apenas uma caricatura daquilo que aparentam ser. Quantas vezes eu também já não fui um super-herói, escondendo-me atrás de máscaras?

Mas, dou graças ao meu Deus, que me resgatou para ser eu mesmo, sem máscaras, sin personas, sem floreios e rodeios. Quanto a usar máscaras, o Senhor diz que devemos “rasgar nossas vestes”, despirmo-nos de nossas fantasias e disfarces, tal como disse Eliseu ao general Naamã (2 Reis 5). Navida real, quem usa máscara, não é mocinho, mas sim bandido.

E você, ainda vive de disfarces e a fantasia de se sentir um super-herói por fora, mas um super-pecador (vilão) por dentro?

Desafie os limites de seu pecado, e renda-se diante dAquele que é digno, e deposite aos Seus pés toda máscara.

 

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Wallace

Just another little servant of the Lord Jesus Christ. Apenas mais um pequeno servo do Senhor Jesus Cristo. Editor do blog Desafiando Limites (http://wallysou.com). Crítico do cristianismo evangélico da prosperidade e pensador cristão amador.

Website: http://wallysou.com/

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6 Comentários

  1. Ronaldo Corrêa

    Na última Convenção Anual da Associação Americana de Psicologia, Sharon
    Lamb, psicóloga da Universidade de Massachussets, fez algumas importantes e
    alarmantes afirmações, acerca das personagem destes personagens e da má
    influência causada nas crianças pelos "super heróis":

    *"São agressivos, sarcásticos e raramente falam em fazer bem à humanidade"*

    *"Quando não estão vestidos de super-heróis, exploram as mulheres, alardeiam
    seus luxos e riqueza e transmitem sua virilidade mediante poderosas armas. E
    ademais só pensam em si mesmos. Em definitiva, transmitem um estereótipo
    masculino pouco adequado às novas gerações"*

    Leia mais em: Os super-heróis atuais são um mau exemplo para os jovens? –
    Metamorfose Digital&lt ;http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=13618#ixzz1MtzZqJky> http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=13618#ixz

    Em Cristo,

  2. Jacy

    Paz e bem Wally!

    Que post maravilhoso! Quero compartilhar que outrora já usei uma "máscara" em que agradava a todos quanto podia e muitas vezes, desagradava a mim mesma. O resultado disso foi a real constatação de que não sou uma "heroína" e de que é "impossível" agradar gregso e troianos… o que me rendeu máscaras caídas com o passar do tempo, de "amigos" que eu pensava ter, mas que na verdade era mais amigos do q eu tinha p oferecer. Bom, aprendi, e hj com a convicção de que sou imperfeita e cheia de defeitos e q por mais q eu tente, não vou passar disso, sou mais feliz. Consigo enxergar melhor os poucos "heróis" que tenho o privilégio deter como amigos. Pessoas q nunca me esforcei p agradar, mas que achei graça a seus olhos simplismente por eu ser "eu". Servos fiéis que dão a vida e o tempo p ajudar aqueles q precisam e q estão ao seu alcance. Louvo a Deus por ter me libertado das correntes do "esforço/sacrifico" de buscar a perfeição para ser aceita. A graça do Senhor me basta.
    Parabéns Wally! Pelo texto e pela reflexão oportuna.

    Jacy.

    • pois é, Jacy…

      às vezes, a gente usa máscaras e nem se dá conta disso.

      Deus precisa nos sacudir para q elas caiam ou então desvendar nossos olhos para vermos nossa imagem no espelho sem a fantasia da alegria disfarçada, ou do medo mascarado.

      obg pelos comentários, ok?

      já já posto um assunto de seu interesse.

      bjs, apz.

  3. Wallace !!

    Virei leitora assídua do seu blog rsrsr. "em questão de vida ou morte, ia chamar os heróis do Bial ou o 192 (disque SAMU)?"

    Obrigada por texto tão realista e ao mesmo tempo divertido.

    Deus o abençoe.

    • Vixe… #corei

      a Wilma, do excelente blog A Tenda na Rocha minha leitora assídua? Olha a responsa, viu!

      Ah, mas eu vou descontar, ah se vou… vou lá no seu blog comentar também, viu?

      Vc não perde por esperar… risos

      Obg querida, abs, apz.

      =o)

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