Como já disse em outro post, estou fazendo uma pós-graduação em teologia bíblica. E, na última aula, ouvi um depoimento que me motivou a escrever este pequeno texto. Um dos alunos, irmão e amigo em Cristo, Gilson, compartilhou connosco uma experiência pessoal muito interessante e inspiradora.

Ele disse que, quando começou a lecionar, há muitos anos (século passado), conheceu muitas pessoas novas em seu trabalho. Um deles era o vigia da escola. Ele iniciava seu turno de trabalho quando todos já haviam terminado suas aulas. Como era uma grande rede de ensino, havia muitos alunos e professores convivendo no mesmo espaço.

Então, um dia, ele perguntou àquele homem qual era o seu grau de instrução, estudo. Ele disse que tinha apenas o (antigo) primeiro grau, de modo que meu colega lhe perguntou novamente: e por que você não faz o ensino supletivo aqui mesmo na escola?

O homem achou a ideia interessante, pois poderia estudar antes de trabalhar e, como já estaria lá após as aulas, poderia conciliar perfeitamente ambas as atividades. Desse modo, Gilson conversou com a direção e conseguiu uma bolsa de estudos para ele, visto que ele, como funcionário, poderia requerer esse benefício.

Assim o homem recomeçou seus estudos. O Gilson seguiu sua vida, lecionando em outros lugares, inclusive em novos empregos, e perdeu o contato com a rede de ensino naquele bairro e não teve mais notícias do homem.

Mas, após 15 anos, ele finalmente retornou àquele que foi seu primeiro local de trabalho como professor. E, também reencontrou aquele homem a quem incentivou a reiniciar seus estudos.

Talvez você esteja pensando: ainda como vigilante? Não. Ainda aluno? Também não. Então ele era um dos professores? Não, não era. Afinal, ele era o que lá? Ele era o diretor do colégio.

Então, meu amigo, com essa história eu quero lhe dizer apenas duas coisas.

Primeira: não perca a chance de incentivar alguém a ser mais do que é hoje e a descobrir um potencial adormecido. Você pode se surpreender com o que acontecer.

Segunda: não espere que as pessoas sejam aquilo que você acha que elas podem ser, porque, quem sabe, elas podem chegar muito mais longe e mais alto do que você sonhou para elas.

Ensine as pessoas a voar, mas não fique querendo dizer onde elas devem pousar ou que rumo devem tomar. Deixe que elas façam seu próprio caminho. Apenas lhes dê asas e ensine-as a usá-las. E deixe elas ganharem os céus.

Só Deus sabe onde elas podem chegar mas é muito bom saber que você foi usado para dar aquele empurrão que fez elas saírem do comodismo e conquistarem algo que, até então, achavam impossível.

Dias atrás um amigo meu – que deve escrever seu testemunho aqui em breve – me disse: Wallace, você sempre me dizia que acreditava em mim e que sabia que eu tinha condições de ir mais longe, de alcançar mais. Só que eu não me achava capaz. Mas então parei e pensei “puxa, se ele acredita em mim, por que eu não acredito em mim mesmo”? Então passei a acreditar.

E qual foi o resultado? Bem, vou deixar em suspense e esperar para que ele mesmo conte sua história – em breve, espero… risos

E você, carro leitor, tem usado sua boca e suas palavras para abençoar a vida dos outros também? Ou será que as pessoas dirão que você é um matador de sonhos alheios ao invés de semeador de esperança e alimentador de sucesso dos que estão ao seu redor?

Reflita sobre isso e que Deus abençoe sua vida e seus projetos. E que você seja bênção na vida dos que estão ao seu redor.

(postado do WordPress for Android)

 

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