Cuidado! Imagens fortes!
Todo novo-convertido, bem essa é uma afirmação empírica, mas tá valendo, sonha com uma igreja ideal. É um sonho utópico, e que causa muitas decepções e frustrações.
Talvez por desconhecimento bíblico e teológico, o novo-convertido, após a conversão, pensa que a igreja é um mar-de-rosas, que tudo vai ser mil maravilhas e coisa e tal… nem desconfia que a igreja é formada por pessoas tão falhas quanto ele, em processo de transformação, de santificação, que é um processo contínuo e progressivo.
A igreja possui, no Novo Testamente, várias figuras, tais como edifício, corpo, templo, etc., mas quero chamar a atenção para o figurativo “lavoura” ou jardim. Paulo diz que um semeia e outro rega, mas é Deus quem dá o crescimento. A Igreja seria, então, uma reedição do Éden, o paraíso de Deus (éden significa jardim).
Então, nós, que fazemos parte desse jardim de Deus, devemos nos lembrar de Gênesis, onde o Senhor Deus plantou um jardim para o homem. Todavia, nesse jardim havia inúmeros animais, aos quais o homem deu os nomes que bem quis.
O cuidado do Senhor com a biodiversidade, um tema muito em voga hoje, é tão grande que, na ocasião do dilúvio, Deus salvou mais bichos do que gente! Talvez porque eles é que, no fim das contas, eram os inocentes…
Bem, onde quero chegar? No seguinte: a igreja, como jardim, é um terreno fértil para o aparecimento dos mais diversos bichos, e essa diversidade faunológica, longe de ser prejuízo para a igreja, é um perfeito habitat para o crescimento e cultivo de qualidades indispensáveis: a tolerância, a justiça, a equidade, o amor ao próximo, o companheirismo, etc.
O terreno da igreja torna possível, no meio de tanta coisa ruim, o florescer de muita coisa linda e maravilhosa e, a despeito das ervas daninhas e bestas-feras que habitam por ali, vemos brotar e florescer lindas rosas no jardim de Deus, para sua glória. Temos, também, o privilégio de ver o nascimento, crescimento e maturidade dos cordeiros de Deus.
Veja essas fotos, e reflita se, como afirmei, a diversidade, mesmo animal, gera grandes oportunidades de crescer na graça e no conhecimento do Salvador.
Enjoy it.
Bichos que povoam o habitat eclesiástico, e suas respectivas nomenclaturas explicativas

Esse é terrível, língua de sogra perde longe... cochicha mais que panela de pressão no fogo alto. Também conhecido como "o terror dos pastores"

não é assombração, mas vive assombrando nas 'interpretações' escatológicas e nas estrambóticas e estapafúrdicas também

os espreitadores de sonhos alheios, não suportam ver ninguém alçando voo, que já querem abater os sonhadores. Arranham mais que xique-xique no sertão.

esse é figurinha carimbada na igreja, e tarimbada na enganação. Não dá para fazer filme só com ele, porque se ele é o "artista", onde está o bandido?

vulgo 'zoiúdo', enxerga tudo, nada escapa ao seu atento e vigilante olhar. Consegue ver os defeitos de todo mundo, menos seu próprio pecado.

nem queria ter por vizinha, é mais enxerida que tamanduá em formigueiro. Também tem o corpo na igreja e a cabeça no mundo.

esse é procurado sempre que tem alguma coisa pra ser feita, mas sabe se esconder como ninguém para evitar algum trabalho ou sacrifício

o caminho para o céu é estreito, mas sempre tem quem acha algum motivo para se empalhar com as coisas do mundo

e, por último, o crente linguarudo, que tem a língua maior do que a boca, que tem parte com a lambisgóia.
E você, conhece algum tipo desses no seu zoológico, ops… na sua igreja?
=o)
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Blog Comments
Tweets that mention Em defesa da diversidade [2] « Desafiando Limites e Vencendo Barreiras! -- Topsy.com
3 de abril de 2010 at 05:17
[…] This post was mentioned on Twitter by Wallace Sousa. Wallace Sousa said: Em defesa da diversidade [2]: http://wp.me/pKOiU-fG […]