endividamento

Escapando das dívidas… risos.

É possível viver sem dívidas? Ou melhor: é possível livrar-se das dívidas?

Cumprindo tardiamente uma promessa do ano passado, onde escolheram que eu contasse minha história de casamento, posteriormente a da minha conversão, depois de como me libertei das dívidas (este post) e, finalmente, uma história de pregação e vitória. Por vários motivos, eu não pude fazê-lo antes, incluindo aqui a preguiça #vergonha!

Claro, tive contratempos, mas já não aguentava mais sentir a cobrança de Deus para relatar o milagre que Ele fez para me tirar desse cativeiro. Inclusive, recentemente Ele voltou a me dizer que não demorasse a escrever o post.

Mas, a sensação de uma certa opressão a me perseguir sempre me fazia desanimar quando eu pensava em retomar sua edição. Para completar, quando finalmente botei a mão no mouse na massa de novo, e já havia até escrito um pedaço razoável, o blog apresentou problemas e não pude salvar a atualização que fiz. Na verdade, somente percebi que havia dado errado depois que deu errado. Pois é, pois foi, só sei que foi assim… #pense_numa_raiva

Recentemente (27/abril), o blog agravou os problemas e quase perdi tudo (TUDO!) o que já havia escrito/publicado até aquele dia. Foi tenso, MUITO tenso. Mas, Deus teve misericórdia de mim e, após uma hora e meia, estava [quase] tudo de volta ao normal. E, por incrássil que pariça (também conhecido por “incrível que pareça”), eu não sei explicar o que houve e como voltou tudo ao normal. Terá sido Doril? Pior que não foi a primeira vez…

Então, por conta da admoestação do Senhor, bem como desses pequenos probleminhas que aconteceram, acredito que Deus irá usar este testemunho e muitos serão beneficiados ao lerem este relato. Não porque aconteceu comigo, ou pela forma como aconteceu (deixei curioso, né? risos), mas porque foi Deus quem fez.

Ora, se Ele fez por mim, um miserável pecador, desesperadamente carente da infinita graça do Senhor, por que Ele não poderia repetir o milagre por você? Não sei se a Jacy está me lendo, e estou em falta com ela, mas este post também dedico a ela e a todos os que precisam de uma injeção de ânimo e fé para crerem que Deus ainda realiza milagres em nossos dias. Eu sou prova disso.

I. Bastidores do Endividamento OU Como Tudo Começou

debt-trap

Tentarei explicar resumidamente como fui entrar nessa armadilha de dívidas e entrei no redemoinho de problemas. Vem comigo:

a) Fase do Desemprego: Essa foi a fase da “corda no pescoço” ou das “vacas magras”. Para quem não sabe, eu pedi demissão de onde trabalhava para estudar para concursos. No post sobre meu casamento, eu falei um pouco mais sobre isso, que você pode ler clicando aqui. Como não passei de imediato, enfrentei vários problemas até conseguir sair do lamaçal. Dessa fase, trouxe coisas boas e ruins.

As boas: aprendizado e experiência, as que vou repassar a vocês. As más: desejos represados que transbordariam depois, cultivei vícios que afloraram mais tarde, sendo os piores a insatisfação com o que tinha, a ambição pelo que não tinha e a falta de cautela decorrente da falta de experiência (leia-se “falta de dinheiro) anterior.

(*) Abro parêntesis: Uma coisa que descobri nessa fase foi o cuidado e o sustento de Deus. Houve um dia em que, fazendo malabarismos as contas para equacionar as despesas, descobri que o dinheiro iria acabar no mês seguinte.

Chamei minha esposa e disse: amor, fiz as contas e nosso dinheiro vai dar para pagar o resto das contas desse mês e do próximo. Ela ficou um pouco apreensiva, mas não demonstrou se abalar muito com aquilo. “Vamos orar”, ela disse.

Pois bem, alguns dias depois, uma amiga dela, que lhe devia um valor há vários anos antes, ligou para ela e disse que queria se encontrar com ela, pois seu esposo havia recebido uma indenização e ela iria pagar uma parte da dívida.

Aquele foi o dinheiro mais bem-vindo que já vi! Deu-nos uma folga de mais sessenta dias até Deus prover novamente nosso sustento.

b) Fase do Primeiro Emprego: Um ano após meu insucesso, consegui minha primeira aprovação dentro das vagas (eram 3 e fiquei em 2º). Esse período pode ser descrito como “tirando o pé da lama”.

A lição mais interessante que vivi foi que, apesar de começar ganhando um salário razoável, superior a qualquer outro que já havia recebido, fiz algumas pequenas dívidas e passei quase seis meses para me equilibrar.

O engraçado é que, quando desempregado, Deus supria as necessidades de cada mês e não havia dívidas… Foi uma forma interessante de Ele me mostrar que o pouco com Deus é muito, e o muito sem Deus é pouco. Eu vivi isso.

c) Fase da Realização dos Sonhos: Após minha primeira aprovação significativa, cheguei a conclusão que poderia ir mais longe, se estudasse com afinco. E foi o que fiz: trabalhei duro até conseguir ser aprovado no órgão onde estou atualmente.

Com a aprovação veio um contracheque generoso, mas isso me trouxe uma falta de parâmetros e referenciais que me deixaram à deriva. A pior coisa que pode acontecer a alguém é a perda de referenciais, pois ele fica… perdido.

Quando você passa a ganhar mais do que estava acostumado, isso lhe dá uma falsa sensação de que está imune ao endividamento, o que é muito perigoso. Foi mais ou menos o que aconteceu comigo: fiquei deslumbrado desorientado. Resultado? Eu, macaco novo, enfiei a mão na cumbuca e o pé na jaca…

:-|

Uma das coisas que mais me prejudicou foi a ausência de educação financeira básica. Para os que estão sofrendo do mesmo mal que o meu, e querem aprender a gastar/investir com mais sabedoria, recomendo fortemente a leitura do seguinte artigo, do prof. Ellison de Andrade:

Manual da Educação Financeira para iniciantes

II. Quando o Investimento se Torna um Tormento

debt-headache

O que vou dizer agora provavelmente vai espantar a muitos: eu não fiquei endividado por gastar muito. Como assim? Calma, eu explico: eu fiquei endividado porque resolvi abrir mão de gastar e comprar itens de consumo e entretenimento (TV LCD/LED, por exemplo) para investir no mercado imobiliário.

Fiz as contas e investi em um empreendimento para, depois de um curto período (pensava eu), me trazer um retorno razoável. Todavia, as coisas não saíram como eu previra (novidade, !) e me vi em apuros. Então, baseado em minha experiência, deixe-me ensinar-lhe algumas lições básicas para evitar que você se estrumbique prejudique no futuro:

1. A questão Risco x Retorno

Tenha em mente que todo (TODO) investimento tem um risco associado. Geralmente, quanto maior o lucro prometido, maior o risco. Simples assim: ou você pode ganhar muito OU perder muito. Ou pode nem ganhar nada que, na prática, significa não perder muito.

Se você vai investir no mercado imobiliário ou na bolsa de valores, você tem que saber o que está fazendo, caso contrário pode estar alimentando uma dor de cabeça, ao invés de lucro fácil. Hoje, segundo alguns analistas mais realistas e sérios, o Brasil está vivendo a formação de uma bolha imobiliária. Então, não é o momento de comprar imóveis como investimento. Não agora. #fica_a_dica

Quando for investir em algo, procure se informar muito (MUITO mesmo) antes de fechar um negócio ou assinar um contrato.

Dica: informações passadas por vendedores que sobrevivem de lucro não são fonte confiável, ok? Em alguns casos, se o vendedor é seu amigo, ele pode estar dando uma dica de investimento quente, mas isso é raro, mesmo porque nem sempre os vendedores têm as informações completas, mas apenas as que favorecem a venda.

2. O Dilema Oportunidade x Paciência

Esse é um dilema difícil de resolver, quase no mesmo nível do dilema Tostines (é fresquinho por que vende mais OU vende mais por que é fresquinho?). Espero um pouco para investir ou invisto antes que a oportunidade passe? É difícil mesmo, reconheço.

Geralmente, você pode tentar descobrir se existe uma chance de fazer um bom negócio pesquisando o mercado local ou regional, aconselhando-se com pessoas mais experientes ou testando o vendedor. Testar o vendedor não é complicado: você apenas acredita nele e observa a reação. Entendeu? Não? Vou dar um exemplo:

Tem aquele vendedor que está importunando pacas insistindo com você na venda de um carro. Ora, ele vai dizer que a oportunidade é imperdível e tal. Se para você a compra vai ser opcional e não urgente, acredite nele e deixe isso bem claro:

olha, eu estou vendo que você está realmente me oferecendo um negócio excelente, mas agora não posso fechar. Fico triste em perder essa grande oportunidade, mas tudo bem. Fica para a próxima. Pode oferecer a outra pessoa, ok?“.

Pronto, se era um blefe, você matou a charada. Por que? Simples: se ele continuar insistindo, não era um negócio tão bom (para você, claro), já que não tem mais pessoas interessadas, não é mesmo? Evidentemente, você só deve fazer uso desse artifício se desconfiar realmente que o vendedor está querendo lhe enrolar. Também é útil para se ver livre dele rapidinho… risos

3. O Possível Lucro Vale a Possível Dor de Cabeça?

debt-bomb

Esse detalhe também deve ser bem pesado. Como quem passou por isso, eu posso afirmar sem medo: mais vale um sono tranquilo do que um dinheiro atribulado. E, quer saber? Aquele ditado que dinheiro não compra felicidade é verdade. Ah, mas ele manda trazer.

Sim, manda trazer: problemas. Muitos, aliás. Dinheiro é um negócio esquisito, sabe? Se tem pouco, faz falta (risos). Se tem muito, dá dor de cabeça para manter e não deixar acabar. Se tem o bastante, parece que não é suficiente para satisfazer nossa vontade! Vai entender… E tem mais: quando você trabalha para ele, é o pior patrão que existe. #fato

Qual a solução? Faça o dinheiro trabalhar para você. Como faz? Boa pergunta, se eu soubesse a resposta, não estaria escrevendo um post sobre problemas com dívidas! Estaria era escrevendo um livro sobre como ficar rico, ora bolas! E garanto: iria funcionar uma maravilha: EU iria ficar rico!!!! Só um minutinho que eu vou bem ali rachar o bico de rir e já volto…

4. As Perdas nos Mostram Quem Realmente Somos (Provam Nossas Convicções)

Se existe uma coisa que nos ensina – e muito – são as decepções. Quando sofremos derrotas, o mundo inteiro parece estar nos observando e zombando de nós. Não é nada fácil superar decepções e derrotas. Quando pedi demissão de meu emprego para estudar e fui derrotado nas provas, eu sofri um bocado.

Mas, aquela infeliz experiência me ensinou bastante, principalmente a planejar melhor a conquista de meus objetivos. Eu fui muito criticado mas, também, pudera: eu pedi demissão e minha esposa trabalhava e fazia faculdade, então era um prato cheio para críticas.

Assim, quando as coisas começaram a dar errado em meus investimentos, pelo menos errado no sentido de não estarem indo do jeito que eu queria que fosse, eu me vi diante de uma situação que me fez repensar meus valores e objetivos. Entre eles, o de ganhar dinheiro (teoricamente) fácil.

Eu fui obrigado a passar por várias privações pelo simples motivo de achar que dinheiro dá em árvores investir em imóvel é um negócio simples e acertado: compra, espera um tempo, vende e ganha dinheiro. Infelizmente, ou não, a coisa não é tão simples. Eu descobri de uma maneira não muito agradável.

Então, se você está pensando em investir, seja em imóveis, em ações, na abertura de um novo negócio, reflita bastante antes. A reflexão não é para que você desista de investir, mas que analise bem a situação e pese todos os detalhes, principalmente levando em conta um possível prejuízo e o que você deverá ou poderá fazer caso isso ocorra.

Refletir bem não vai lhe dar garantias de que não passará por problemas, mas será de muita utilidade se eles vierem a acontecer, pois você poderá encontrar a saída mais fácil e sem perder a sanidade.

5. O Impacto das Dívidas no Cotidiano Familiar

Só para desencargo de consciência: eu preciso dizer que esse impacto é profundo e negativo? Não, . Ótimo.

O impacto que as dívidas produzem no cotidiano familiar são bastante variados, gerando desconforto, constrangimento e fragilizando a relação conjugal. Ninguém escapa do abraço pegajoso do endividamento, quando ele foge ao controle.

Sofrem os pais, os filhos, parentes e, se a coisa ficar realmente feia, até os vizinhos podem entrar na dança e perderem o rebolado. Pesquisando um pouco, descobri este post que trata do assunto de uma forma franca: ATÉ QUE AS DÍVIDAS NOS SEPAREM

Se você não quer passar por problemas no lar, decorrentes das dívidas, segue uma pequena lista de produtos e/ou sites que podem ser bastante úteis:

  1. Livro, editado pela CPAD: Antes que as Dívidas nos Separem;
  2. DVD’s do pr. Josué Gonçalves, falando sobre dívidas: Portal Amo Família;
  3. Blog do Ministério Amo Família: clique aqui;
  4. Vídeo Casamento à Prova de Balas, com o pr. Cláudio Duarte, sobre a prova de Jó, que perdeu tudo.

Se você tiver outras sugestões, os comentários estão à disposição, ok? Ah, sim: ajuda muito também um frasco de Amorprazol, 2x ao dia, até que a morte os separe (risos).

love-drug

III. Quando a Situação Foge ao Controle, O Que Fazer?

Em um mundo ideal, não há dívidas, casamentos não passam por turbulências, filhos não se rebelam e nem se entregam às drogas, etc. Mas, o mundo em que vivemos não é o ideal, mas sim o real. E, no mundo real, essas coisas acontecem.

E quando acontecem, o que fazer? Estou me propondo a dar a receita que fiz quando caí na armadilha das dívidas. Espero que sirva para você também.

1. Orar

Bem, para ser sincero, a primeira coisa que eu fiz quando fiquei endividado não foi orar. A primeira coisa que fiz foi… arrancar os cabelos (#vergonha). Mas, depois que percebi que arrancar os cabelos não ajudou muito, fui orar (risos). Em uma reunião de oração no horário do almoço do trabalho, eu orei e pedi que o Senhor me tirasse daquele cativeiro.

Então, naquele período, o pr. Thiago estava presente e contou seu testemunho de como Deus o havia tirado de uma situação complicada, que envolvia dívidas. Detalhe: minha oração foi silenciosa, e ele não sabia o que eu estava pedindo ao Senhor. Foi uma resposta de Deus que me consolou.

Em outra ocasião, eu estava na consagração dos adolescentes da igreja. Então, deram oportunidade para a Gabriela trazer uma reflexão para o grupo. Um dos textos lidos por ela foi em Tiago cap. 4.3:

Pedi e não recebeis porque pedis mal“.

Eu comecei a meditar nisso e cheguei à conclusão de que eu estava mesmo pedindo mal. Então, reformulei minha petição e comecei a pedir de acordo com a vontade de Deus, e não para gastar em vãos prazeres terrenos.

Também comecei, com minha esposa, uma campanha de oração doméstica para que o Senhor nos abrisse as portas e pudéssemos vender o ágio. Uma coisa que podia perceber de imediato era que, à medida que orávamos mais, mais as coisas iam tomando rumo.

Mas, havia uma grande dificuldade em perseverar orando, e não sei explicar o porquê dessa dificuldade. Só sei que orávamos um pouco, as coisas melhoravam um pouco e perdíamos o ímpeto de continuar orando. Era muito estranho…

Por fim, resolvi que iria agradecer a Deus ANTES de receber a vitória, tal como fizeram Josafá e os israelitas (em 2 Crônicas 20). Eu pensava: vai que o Senhor me abençoa muito e fico sem palavras para agradecer? Vou começar a agradecer desde agora, para não ficar devendo quando a bênção chegar.

Mas, nem tudo foi como eu pensava…

2. Perder o Controle #NOT

Isso é um exemplo do que NÃO fazer. Bem, como eu sei disso? Pois é: eu fiz… Não adianta, quando as coisas vão chegando a determinado ponto, não é apenas seu bolso que é testado: sua sanidade também é impactada. Nesses momentos, é importante ter paciência e não fazer algo maluco.

Isso seria lindo de dizer, se eu quase não tivesse perdido a cabeça. Perder a cabeça é eufemismo, claro. Na verdade, o que eu fiz foi ficar batendo a cabeça na parede e gemendo. Minha esposa, ao me ver batendo a cabeça na parede, gritou desesperada: Meu Deus! Pare com isso, amor! Pudera, o apartamento era alugado e eu muito cabeça-dura… Pode isso, Arnaldo? Não tente fazer isso em casa… #dói

Graças a Deus, minha esposa, que canta divinamente bem, cantou de noite para eu dormir. Foi quase uma canção de ninar (risos). E funcionou meeeeeeeesmo: dormi como um bebê. Sério: fazia décadas (acho que desde a época das fraldas) que não dormia tão bem.

Assim, se puder colocar uma música (hino de adoração) bem baixinho para ouvir antes de dormir, quem sabe ajuda a acalmar, né? Alguns tipos de perfume (com notas cítricas), segundo estudos, também acalmam. Não, não empresto minha cantora de ninar, não insista…

3. Analisando Alternativas

Quando eu percebi que as coisas haviam chegado a um ponto sem volta, e que meu tempo para tentar alguma coisa estava expirando, comecei a pensar em saídas alternativas. Sim, às vezes Deus nos coloca em certas situações embaraçosas e complicadas para forçar nossa saída do comodismo. Nas, palavras de um grande amigo meu, é Deus “colocando espinhos em nosso ninho” e forçando uma mudança.

Ao analisar as  alternativas, pude ver que minha situação não era tão complicada quanto parecia, à primeira vista. Eu apenas tinha que tomar algumas decisões difíceis e fazer algumas renúncias por um certo período de tempo. Na verdade, o mais difícil era abrir mão de meus sonhos e admitir que falhei em algum momento.

Essa foi a parte mais difícil. Todavia, descobrir que existia uma saída, ainda que não fosse fácil e rápida, me ajudou a colocar as coisas na perspectiva correta novamente. Em resumo: consegui recuperar um mínimo de equilíbrio mental e não perder o foco.

Aqui vai uma dica muito útil e relevante: se a situação está difícil, jogue fora a ilusão de que tudo pode se resolver em um passe de mágica. Continuar iludido apenas vai agravar o problema pois você vai empurrá-lo com a barriga até onde puder. E, não custa lembrar: empurrar problemas com a barriga não funciona, certo?

4. Entregar os Pontos e Ver o Agir de Deus

Como as coisas não caminhavam para um bom fim desfecho agradável, percebi que era o momento de agir e entregar os pontos, rendendo-me à vontade de Deus. Isso aconteceu em uma segunda-feira, numa reunião de oração no horário do almoço, no trabalho.

Estávamos apenas eu e mais duas irmãs nesse período. E, após orar um pouco e de dizer ao Senhor que aceitava a vontade dEle, que o que Ele fizesse para mim estaria bem feito, levantei-me da oração e fui compartilhar o que havia sentido.

Naquela oração de entrega, eu havia recebido uma grande bênção da parte do Senhor: paz no coração. Então disse a elas o seguinte: “eu orei e entreguei o meu problema nas mãos de Deus. Não sei como Ele vai resolver, mas já estou agradecendo mesmo sem saber o que vai acontecer.

Ainda estou com o problema e já sei que vou sofrer por um tempo, mas estou resignado. Só que o Senhor me deu uma grande bênção agora: estou com o coração em paz, e isso é melhor do que a solução do problema da dívida”.

Após terminar a oração, subi para minha sala e fui fazer o que tinha de ser feito: redigir um email para a construtora abrindo mão de meu direito e solicitando que meu crédito fosse transferido para outro empreendimento, o que diminuiria minha dívida futura.

Além disso, já havia simulado um empréstimo e feito as contas até alguns meses para frente, quando eu conseguiria tomar fôlego novamente. Redigir o email não foi difícil. O difícil foi enviá-lo à construtora. Mas, como não havia jeito, foi o que fiz. Dei umas sete revisadas no texto de 3 linhas(!) e, bastante resignado, apertei o play (enviar).

Não sei se você usa o gmail, mas ele tem uma opção em que você pode desistir do envio do email, que funciona mais ou menos assim: ao clicar em enviar, ele mostra uma mensagem “enviando…” por uns 10 segundos e, depois disso, a mensagem “enviado” por mais alguns segundos.

Pois bem, após o play (risos), eu fiquei vendo aquela mensagem “enviando…” até sumir. E ela sumiu mesmo, junto com minhas esperanças também, que sumiram junto com ela. E foi aqui que aconteceu o milagre.

Depois que a mensagem foi ENVIADA, aproximadamente de 10 a 15 segundos depois, meu celular toca! Observei o DDD e era da mesma cidade da construtora. Eu pensei: vixe, nem bem enviei a mensagem e eles já estão me ligando! Estavam mesmo querendo pegar o apto de volta!

Mas, não era da construtora. “Alô? Pois não? Esse telefone é do Wallace? Sim. É você que está vendendo um apto no empreendimento tal? Hã? Err… sim, sou eu (quase faltando o fôlego), pois não? Então, eu sou o fulano e seu apto me interessa”! #morri

15 segundos… 15 segundos! 15 SEGUNDOS!!!!! Passei mais de um ano tentando vender, coloquei anúncio em site, em jornal, ofereci para amigos, vizinhos, etc. Sofri decepções e frustrações, recebi propostas indecentes e fui desprezado. Só não comi o pão que o diabo amassou porque não sou cliente da padaria do inferno, mas enfim… foi duro. Não, foi dureza. Para nunca mais outra dessas.

Voltando: o que eu não resolvi em 365 dias, Deus resolveu em 15 segundos!!!! Por que Ele não fez antes? Bem, não sei… mas fiquei muito feliz porque Ele fez (risos).

Resultado: na quarta-feira de noite, fechamos o negócio e na segunda seguinte estava sacramentado: o empreendimento no nome dele e o dinheiro na minha conta. E foi um bom negócio para ambos, pois ele comprou o ágio por um valor razoável e eu ganhei um pouco também.

Ora, para quem estava à beira do precipício para ter prejuízo, algum ganho, mesmo pouco, foi muito bem-vindo! Foi um milagre instantâneo, mais rápido que macarrão instantâneo de 3 minutos!

:-D

Saiba que nem sempre é no meio das multidões que Deus opera milagres, mas no meio de 2 ou 3 corações sinceros e sequiosos de estar na presença dEle.

5. Compartilhando a Bênção

Quando a bênção se concretizou, eu procurei o pastor auxiliar de minha igreja, que me aconselhou bastante e orou por mim várias vezes. Ele sempre me dizia: Deus vai te dar vitória, não se desespere! Eu havia colocado no coração que, se Deus me abençoasse, eu iria dividir a bênção com alguém, e esse pastor se tornou a primeira opção quando falei com minha esposa sobre quem abençoar.

Na igreja, ao procurá-lo e dizer que Deus tinha mudado o quadro e me tirado do cativeiro (da dívida), a primeira coisa que ele falou foi “eu não te falei que Deus ia abençoar você?”. É muito bom quando você pode contar com alguém orando por você. Todavia, quando eu falei: então, Deus me abençoou e agora eu quero compartilhar a bênção com o senhor! Ele deixou escapar um risinho maroto e disse “amém”.

Naquele sorriso, eu pude entender (creio que foi o Senhor que me fez pensar assim) que era uma de 2 coisas, como se eu estivesse lendo o pensamento dele ou algo assim. Era como se ele estivesse pensando o seguinte: “eu sabia que o Senhor não iria me deixar na mão” ou “bem que o Senhor falou que ia chegar com providência para mim”. A oferta que eu dei para ele (não foi grande) ajudou em um momento crucial e chegou no momento certo (ou vencimento certo, se é que você me entende… risos).

Outro a quem Deus me tocou para ajudar foi um amigo nosso que está fazendo missão na Índia, e fundou e administra uma casa de acolhimento de meninas de rua. Na Índia, as meninas são consideradas (em algumas regiões, não sei se é em todo o país) como tendo o valor de um animal (um cão, por exemplo), e muitas são largadas na rua ou vendidas para serem escravas sexuais. Algumas precisam se prostituir para sobreviver. E são essas que ele tira das ruas e acolhe.

Pois bem, ele estava com a urgente necessidade de pagar a matrícula escolar de suas meninas (não sei ao certo, mas quase duas dezenas, acho eu), e o prazo estava se esgotando. Quando entrei em contato com ele dizendo que iria dar uma oferta para seu trabalho, pois Deus havia me abençoado, ele me respondeu no email:

“GLÓRIA A DEUS!!!!!!!!!! EU SABIA QUE JESUS NÃO IRIA DEIXAR ESSA OBRA PERECER!!!!! DEUS TE ABENÇOE MEU IRMÃO, EM NOME DE JESUS!”.

Bem, Ele já havia me abençoado, e eu estava apenas retribuindo e fazendo minha parte… risos

Você já se programou para que, quando Deus abrir as portas para você, outros também possam agradecer a Deus por isso? No meu caso, a minha vitória também se tornou a vitória de outros. E a sua vitória, será somente sua ou a bênção vai transbordar sobre outros filhos de Deus? Pense nisso.

deus-e-fiel

Tradução livre: “Parece que Deus está tão longe de mim… Eu não consigo ver nada. Ele está muito longe mesmo”

IV. Conclusão: Deus não nos abandona

Essa experiência me trouxe muitas lições: algumas boas e outras nem tanto. Mas, a que ficou mais marcada foi, certamente, a de saber que o Senhor não nos abandona quando confiamos nEle e colocamos nossos problemas em Suas poderosas mãos.

Querido leitor (ou leitora), eu não sei o que você está passando, não sei a dimensão de seu problema. Não sei como começou e nem por que começou, mas de uma coisa eu sei: como ele pode terminar se você crer no milagre de Deus em sua vida.

Entenda: eu não fiquei rico, apenas saí de uma dívida e consegui equilibrar minha vida. Eu não estou prometendo que Deus vai fazer de você rico, o que estou dizendo é que Deus vai abençoar você, não importa o tamanho do seu problema: pode ser grande ou pequeno, mas Deus tem um milagre sob medida para você.

Assim como Ele fez comigo, Ele pode fazer com você. O que você tem de fazer? Nada. Nada além de confiar e entregar o problema nas mãos dEle e deixar Ele resolver da melhor maneira. Não fique dizendo a Deus: Senhor, faça assim ou Senhor, faça assado. Deixe Ele trabalhar. Deixe Ele agir. Deixe Ele surpreender você.

Pode acontecer de você ficar tão feliz que nem saiba como agradecer ao Senhor pela bênção derramada em sua vida. Quer uma dica? Faça como eu: comece a agradecer ANTES da bênção chegar. Se vale a pena?

Dá uma olhada na minha cara de preocupação:

meme-rindo-muito

Já curtiu nossa página no Facebook? Ainda não? O que está esperando? Ah, não esquece de avaliar, comentar e compartilhar, hein?

8-)

 

Que tal receber um aviso quando sair algo novo e interessante no blog?

Cadastre seu email e receba artigos que vão abençoar seu dia!