29 de Agosto – A tentação de trocar a cruz

29 de Agosto – A tentação de trocar a cruz

    Ele próprio, carregando a sua cruz, saiu… (Jo 19.17.)

Há uma poesia chamada “A Cruz Trocada”, que fala de uma mulher que, muito cansada, achou que a sua cruz era mais pesada do que a das pessoas à sua volta, e desejou trocá-la por outra. Certa vez sonhou que tinha sido levada a um lugar onde havia muitas cruzes, de diversos formatos e tamanhos. Havia uma bem pequena e linda cravejada de ouro e pedras preciosas. “Ah, esta eu posso carregar facilmente”, disse ela. Então tomou-a; mas seu corpo frágil estremeceu sob o peso daquela cruz. As pedras e o ouro eram lindos, mas o peso era demais para ela.

A seguir viu uma bonita cruz, com flores entrelaçadas ao redor de seu tronco e braços. Esta seria a cruz ideal, pensou. Então tomou-a, mas sob as flores havia espinhos, que lhe feriram os ombros.

Finalmente, mais adiante, viu uma cruz simples, sem jóias, sem entalhes, tendo apenas algumas palavras de amor inscritas nela. Pegou-a, e viu que era a melhor de todas, a mais fácil de carregar. E enquanto a contemplava banhada pela luz que vinha do céu, reconheceu que era a sua própria cruz. Ela a havia encontrado de novo, e era a melhor de todas, e a que lhe pareceu mais leve.

Deus sabe melhor qual é a cruz que devemos levar. Nós não sabemos o peso da cruz dos outros. Invejamos uma pessoa que é rica; a sua cruz é de ouro e pedras preciosas, mas não sabemos o peso que tem. Ali está outra pessoa cuja vida parece muito agradável. Sua cruz está ornada de flores. Se pudéssemos experimentar todas as outras cruzes que julgamos mais leves do que a nossa, descobriríamos por fim que nenhuma delas é tão certa para nós como a nossa. — Glimpses through Life’s Window

Este post faz parte de uma série de postagens devocionais que estamos pondo em prática este ano, para abençoar os leitores do blog. Os textos foram retirados do excelente livro de devocionais diários Mananciais no Deserto, de Lettie Cowman, Editora Betânia. Infelizmente, está esgotado, mas você pode ler uma versão online dele aqui, no Scribd.

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28 de Agosto – Uma fé debaixo de muitas provas

28 de Agosto – Uma fé debaixo de muitas provas

    Ali os provou. (Êx 15.25.)

Estive certa vez na sala-de-provas de uma grande indústria de aço. À minha volta achavam-se pequenas divisões e compartimentos, e nelas, peças de aço que haviam sido provadas. Cada uma estava marcada com um número que mostrava seu ponto de resistência.

Algumas haviam sido torcidas até se quebrarem, e a força de torção estava registrada nelas. Outras haviam sido esticadas até ao ponto máximo, e sua resistência à tração também estava ali indicada. Outras, ainda, haviam sido prensadas até ao máximo, e também estavam marcadas. O chefe das obras sabia exatamente o que aquelas peças de aço suportariam sob pressão. Sabia exatamente o que agüentariam se colocadas num grande navio, edifício ou ponte. E sabia isto porque a sala-de-provas o havia revelado.

Muitas vezes, isto acontece com os filhos de Deus. Ele não quer que sejamos como vasos de vidro ou porcelana. Deseja ver-nos como essas peças de aço, enrijecidas, capazes de suportar torções e compressões até o máximo, sem desfalecer.

Ele não quer que sejamos plantas de estufa, mas carvalhos batidos pelas tempestades; não dunas de areia, movidas por qual quer rajada de vento, mas rochas de granito, arrostando os mais furiosos temporais. Para tornar-nos assim, Ele precisa levar-nos à Sua sala-de-provas do sofrimento.

Muitos de nós não precisam de outro argumento que a própria experiência, para provar que de fato o sofrimento é a sala-de-provas da fé. — J. H. McC.

    É muito fácil falarmos e apresentarmos teorias sobre a fé, mas, muitas vezes, Deus nos lança no cadinho para provar o nosso ouro e para separar dele a escória e as imperfeições. Felizes somos nós, se os furacões que encrespam o mar inquieto da vida têm o efeito de tornar Jesus ainda mais precioso ao nosso coração. É melhor a tempestade com Cristo do que águas mansas sem Ele. — Macduff

    Como seria, se Deus não pudesse usar o sofrimento para amadurecer a nossa vida?

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27 de Agosto – Experimentando a prisão de Deus

27 de Agosto – Experimentando a prisão de Deus

    Jesus, tirando-o da multidão, à parte… (Mc 7.33.)

Paulo não só suportou as provas no meio do serviço ativo, como na solidão da prisão. É possível suportar-se a pressão de um trabalho intenso, acompanhado de severo sofrimento, e depois não resistir quando deixado à parte, fora de toda atividade religiosa; quando forçado a um estreito confinamento em uma prisão.

Aquela ave nobre, que corta as maiores alturas, alçando-se acima das nuvens, conseguindo voar extensões enormes, mergulha no desespero quando é lançada numa gaiola, e forçada a bater contra as barras da sua prisão as asas impotentes. Você já viu uma grande águia definhar em uma pequena cela, com a cabeça curvada e as asas pendidas? Que imagem da tristeza e inatividade!

Paulo na prisão — uma outra visão da vida. Quer ver como ele enfrenta a situação? Eu o vejo olhando por cima das paredes da prisão e por cima da cabeça de seus inimigos. Vejo-o escrever um documento e assinar seu nome, não o prisioneiro de Festo, nem de César; não a vítima do Sinédrio; mas — o “preso do Senhor”.

Ele via só a mão de Deus, em tudo aquilo. Para ele a prisão se torna um palácio. Em seus corredores ecoam brados de triunfante louvor e gozo.

Impedido de realizar o trabalho missionário que ele tanto amava, agora constrói um púlpito — uma nova tribuna de testemunho — e daquele lugar de cativeiro, vêm alguns dos mais maravilhosos e mais úteis serviços acerca de liberdade cristã. Que preciosas mensagens de luz vêm daquelas sombras escuras da prisão.

Pense na longa linha de santos aprisionados que se sucederam no rastro do apóstolo. Durante doze longos anos, os lábios de Bunyan estiveram silenciados na prisão de Bedford. E foi ali que ele fez a maior e melhor obra de sua vida. Lá ele escreveu “O Peregrino”, o livro mais lido depois da Bíblia. Assim nos fala: “Na prisão, eu me sentia como em casa; sentava-me e escrevia, escrevia… pois a alegria me fazia escrever.”

O sonho maravilhoso da longa noite de Bunyan tem iluminado o caminho de milhões de peregrinos cansados. Uma mulher francesa, cheia do Espírito Santo, Madame Gyuon, ficou muito tempo entre as paredes de uma prisão. Como alguns pássaros cativos cujo canto é mais belo quando estão confinados, a música de sua alma voou para muito longe daquelas paredes escuras e tem feito dissipar-se a desolação de muitos corações desalentados.

Oh, a consolação celeste que se tem elevado de tantos lugares de solidão! — S. C. Rees

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26 de Agosto – Estaremos procurando nos lugares errados?

26 de Agosto – Estaremos procurando nos lugares errados?

    Não está em mim. (Jó 38.14.)

Lembro-me de que, certa ocasião, eu disse: “É do mar que eu preciso.” E fui passar alguns dias à beira-mar. Mas este parecia dizer-me: “Não está em mim!” O mar não me deu o que eu esperava. Então pensei: “É nas montanhas que vou conseguir descansar.” E fui para a montanha.

Quando acordei de manhã, lá estava o grande monte que eu tanto queria ver; mas ele disse: “Não está em mim!” Ele não me satisfez. Ah! Eu precisava era do mar do Seu amor e dos altos montes da Sua verdade dentro de mim. Foi a sabedoria que as “profundezas” disseram não estar nelas, e que se não pode comparar a jóias ou pedras preciosas. Cristo é a sabedoria, e é a nossa mais premente necessidade. O problema de nossa inquietação interior só pode ser resolvido pela revelação do Seu eterno interesse e amor por nós. — Margaret Bottome

Ninguém pode prender uma águia na floresta. Pode-se cercá-la de um coro dos mais maviosos pássaros, pode-se dar-lhe um poleiro no melhor galho de um pinheiro, pode-se encarregar outras aves de lhe trazerem as mais deliciosas iguarias: ela desprezará tudo. Ela estenderá suas possantes asas e fitando os píncaros dos montes, cortará os ares em direção às mansões ancestrais, situadas entre penhas e rodeadas da música selvagem dos temporais e das cascatas.

A alma do homem, em seus vôos de águia, não achará pouso senão na Rocha Eterna. Suas mansões ancestrais são as mansões do céu. Seus rochedos são os atributos de Deus. O impulso do seu vôo majestoso é a eternidade. “SENHOR, tu tens sido a nossa morada de geração em geração.” — Macduff

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Sabe quando Deus fala e você duvida? Pois é.

doubtSabe quando Deus fala e você duvida? Pois é.

Ouçam, escutem a minha voz; prestem atenção, ouçam o que eu digo. Isaías 28:23-24

Hoje vou contar um causo que aconteceu comigo, há alguns anos. Tem um pouco de tudo, mas espero mesmo que possa servir para que você aprenda e se interesse em ouvir a voz de Deus. Preparado? Vamos lá: era uma vez… (risos)

Há alguns anos, aconteceu algo bem interessante, inusitado até, comigo, a ponto de eu me animar a registrar e compartilhar a experiência com você, meu caro leitor. Desse modo, quero lhe pedir que se você gostar do relato, deixe seu voto ou comentário, pode ser? Obrigado.

Foi assim que foi: minha esposa havia viajado para rever seus familiares no Mato Grosso, principalmente na capital do estado, Cuiabá (pense num lugar quente). Desse modo, eu fiquei sozinho alguns dias, quase me perdendo na imensidão do apertamento que eu morava. Então, num belo desses dias solitários, eu estava no banheiro me preparando (criando coragem) para tomar banho quando, de repente, assim do nada, senti como que o Espírito de Deus falando comigo, dizendo:

“Diga a sua esposa para tomar banho frio, pois será benéfico para a saúde dela. E ela não vai acreditar em você”

Pense no choque que eu tomei com aquela ‘revelação’! Sim, porque se fosse lá em Cuiabá, onde morávamos, em que certos dias precisávamos deixar a torneira aberta alguns minutos, até sair a água quente do cano, nos dias de maior calor, isso não seria problema, já que você saía do banheiro todo suado. Mas, em Brasília, onde você fica em dúvida se a água do chuveiro está saindo da caixa ou da geladeira, um pedido assim pode soar como o início do apocalipse zumbi.

Assim, quando fui buscá-la no aeroporto, alguns dias depois, fiquei imaginando de que forma eu introduziria o assunto ou, em bom pentecostês, como eu ia ‘desenrolar o mistério pra varoa e entregar o recado de Deus pra abençoada’. Claro, não sem antes preparar o terreno, senão já viu né.

Aí, já no caminho de casa, perguntei sobre os parentes, as novidades e como tinha sido a viagem para, depois, dizer: “amor, Deus falou algo comigo e que era pra dizer pra você”. E ela: “foi mesmo, amor? E o que foi que Ele disse”? Sabia de nada, a inocente…

E eu respondi, com todo o jeitinho do mundo: “Ele disse que era pra você tomar banho frio, que vai fazer bem pra sua saúde”. Ela arregalou os olhos, encheu a boca e soltou uma risada pra lá de gostosa, dizendo: “É mentira sua! É mentira, é mentira”! Eu nem me abalei, apenas respondi na maior calma: “e Ele me disse também que você não ia acreditar em mim”. Aí ela não sabia se ria, chorava ou só ficava pensativa mesmo.

Naquela época, ela não tomava banho morno, era quente, pelando mesmo, quase na mesma temperatura que se usa pra pelar um porco. E mudar assim, da lava pro gelo de uma hora pra outra, não seria algo tão simples pra ser feito da noite pro dia. Mas, por causa dessas deliciosas ironias do destino, o chuveiro elétrico da suíte queimou… mor-reu, bateu as botas, digo os fios, se escataploft. Em outras palavras, a resistência do chuveiro foi, por assim dizer, quebrada por algo mais forte do que ela (risos).

Assim, por conta desse fatídico acontecimento, passamos a tomar banho no chuveiro do banheiro social. Mas, em um belo dia, após uma viagem no metrô lotado, cheguei em casa mais suado que tampa de chaleira, por isso fui experimentar o banho “frio”. Também, por preguiça de ir no banheiro social e, como estava suado mesmo, encarei a ducha fria. Passado o choque inicial, até que gostei da experiência, principalmente porque, de fato e de direito, refresquei da suadeira do metrô. Mas, nada de a costela ceder e molhar sequer um dedinho na água fria. Até…

Até que o chuveiro social se solidarizou com a situação de seu companheiro da suíte e escafedeu-se também. Pronto, aquilo foi a gota d’água pra queimar o filme de Eva. E agora, quem poderá nos socorrer? Não priemos cânico, o Chapolin Colorado chegou para… Para nada, o Chapolin nem deu as caras. E eu, como bom marido, o que foi que eu fiz? Isso mesmo: nada. Eu, que desde alguns meses antes, já tinha iniciado minha trajetória a frio, nem esquentei. E ela? Bem, ela foi obrigada a esfriar a cabeça e o couro também, meio a contragosto, mas esfriou assim mesmo.

E assim, desde que isso aconteceu, já nos mudamos 2 vezes: desse apartamento para outro, em outro bairro que, quando chegamos, a primeira coisa que descobri ao chegarmos e examinar o banheiro foi: estava em perfeito estado. Estado sólido, quero dizer: a água em estado sólido, gelo puro, e o bendito chuveiro, pra variar, queimado. Mas, como tinha uma saída, o social estava OK e ela corria pra lá. Eu, fiquei na minha (suíte), sem esquentar a cabeça com isso, claro. Até que… o chuveiro social queimou também! mhuamhuamhuamhuamhuah

Depois de dois anos, mudamos novamente, pra casa que estamos agora. E nesta, todos os chuveiros estavam funcionando normalmente, inclusive o da suíte, e ela voltou a cair em tentação e dormia de couro quente, não sem ouvir umas poucas e boas de mim, que Deus tinha dito que era pra ela tomar banho frio, e ela dizia que ia e tal, mas não dispensava um banho morninho… Mas, como Jesus não é de brincadeira, não deu uns 2 meses na nova casa e… pluft, o chuveiro da suíte queimou também (risos).

Moral da história: quando Deus falar com você, meu irmão, obedeça logo, não fique tentando escapar de obedecer à voz de Deus. Assim, você evitará muita dor-de-cabeça desnecessária e vai ficar de boas, cabeça fria e cuca fresca.

E aí, que tal dar aquela refrescada básica?

=)

Ouçam, escutem a minha voz; prestem atenção, ouçam o que eu digo.Isaías 28:23
Ouçam, escutem a minha voz; prestem atenção, ouçam o que eu digo.Isaías 28:23
Ouçam, escutem a minha voz; prestem atenção, ouçam o que eu digo.Isaías 28:2

25 de Agosto – Prisioneiro da fé

25 de Agosto – Prisioneiro da fé

    Encerrados para aquela fé. (Gl 3.23.)

No passado, Deus deixou que o homem ficasse sob a guarda da lei, a fim de que aprendesse o caminho mais excelente da fé. Pois na lei ele veria os altos padrões de Deus, e também reconheceria sua própria incapacidade; então estaria predisposto para aprender o caminho divino da fé.

Deus ainda nos encerra para a fé. Nossa natureza, nossas circunstâncias, provas e desilusões, todas servem para nos encerrar guardados, até que vejamos que a única saída é o caminho divino da fé. Moisés tentou conseguir o livramento de seu povo pelo esforço próprio, pela influência pessoal, e até pela violência. Deus teve de deixá-lo quarenta anos no deserto, até ele estar preparado para o trabalho.

Paulo e Silas foram enviados por Deus a pregar na Europa. Desembarcaram e foram a Filipos. Foram açoitados e postos na prisão com os pés no tronco. Ficaram ali encerrados para a fé.

Confiaram em Deus.     Entoaram louvores a Ele na hora mais escura, e Deus operou livramento e salvação.

João foi exilado na ilha de Patmos: foi encerrado para a fé. Não tivesse ele sido encerrado, nunca teria visto tão gloriosas visões de Deus.

Amado leitor, você está em alguma grande dificuldade? Teve alguma desilusão? Sofreu alguma dor terrível, alguma perda muito grande? Está num lugar difícil? Ânimo! Você está encerrado para a fé. Aceite sua dificuldade da maneira certa. Entregue-a a Deus. Louve-O porque Ele faz com que todas as coisas cooperem para o bem e porque Deus trabalha para aquele que nele espera. Você rece berá bênçãos, auxílio e revelações de Deus que de outra forma não lhe teriam sobrevindo; e, além de você, muitos receberão grandes bênçãos e revelações porque a sua vida esteve encerrada para a fé. — C. H. P.

Este post faz parte de uma série de postagens devocionais que pretendo por em prática este ano, para abençoar meus leitores. Texto retirado de Mananciais no Deserto, de Lettie Cowman, Editora Betânia. Infelizmente, esgotado. Mas você pode ler uma versão online aqui, no Scribd.

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24 de Agosto – Estou gozando de abundância

24 de Agosto – Estou gozando de abundância

    Recebi tudo, e tenho abundância. (Fp 4.18.)

Num livro de jardinagem que possuo há um capítulo com título interessante: “Flores que crescem na sombra”. Trata daqueles recantos do jardim, que não recebem sol. E o manual informa quais os tipos de flor que não temem esses lugares.

Há similares no mundo espiritual. Eles se manifestam quando as circunstâncias se tornam difíceis. Crescem nos lugares sombrios. De outra forma, como poderíamos explicar algumas das experiên cias do apóstolo Paulo?

Aqui está ele na prisão em Roma.

A missão suprema de sua vida parece estar anulada. Mas é justamente nesta atmosfera, que as flores começam a mostrar seu esplendor e glória. Ele pode tê-las visto antes, crescendo na estrada aberta, mas nunca com o viço e beleza que apresentam agora. As palavras de promessa abriram seu tesouro de um modo que ele nunca vira antes.

Entre esses tesouros havia coisas maravilhosas, como a graça e o amor de Cristo, assim como seu gozo e sua paz; e parecia que elas precisavam ser cercadas de sombra para poderem exteriorizar seu segredo e sua glória interior. Por alguma razão, essa atmosfera de sombra tornou-se o ambiente de uma revelação, e Paulo começou a perceber, como nunca dantes, toda extensão e riqueza de sua heran ça espiritual.

Quem ainda não conheceu pessoas que, quando chegam a lugares de sombra e solidão, revestem-se de forças e de esperança como de um manto? Elas podem ser até aprisionadas, mas levam consigo o seu tesouro. Ninguém pode separá-las dele. Poderão viver em um deserto, mas “o deserto e a terra sedenta se regozijarão; o er mo exultará e florescerá como o narciso”. — Dr. Jowett

“Toda flor, mesmo a mais bela, produz sombra, enquanto balançar à luz do sol.”

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