Correndo a carreira cristã sem desanimar

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Correndo a carreira cristã sem desanimar

Por Nonato Souza, para o blog Desafiando Limites.

Quem nunca se sentiu desanimado diante de obstáculos que surgem repentinamente? Todos, em algum momento da vida, já enfrentaram o gigante do desânimo. Este que vos escreve estas poucas linhas já foi, algumas vezes, acometido por esse mal. Quando fui pelo desânimo atingido, tive que lutar herculeamente em Deus para levantar-me e continuar em busca do meu alvo. Reconheço não ser fácil lidar com tal inimigo que só pode ser vencido quando recorremos à meditação profunda da Palavra de Deus e oração perseverante.

Sem estes ingredientes, torna-se praticamente quase impossível sairmos deste terrível calabouço. É preciso ter confiança plena e convicção no Senhor que, sempre com os ouvidos atentos ao clamor daqueles que estão sucumbindo de uma forma ou doutra por este terrível gigante, os livrará das garras desafiadoras do desânimo.

Na carreira cristã, sempre iremos nos deparar com obstáculos, e as dificuldades que certamente se apresentarão à nossa frente com o firme propósito de nos desestimular. O exemplo de vitória completa e definitiva sobre as dificuldades e toda espécie de adversidades encontramos em Jesus Cristo.

O escritor aos hebreus descreve o seguinte:

“Portanto, também nós, considerando que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, desembaracemo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, olhando fixamente para o Autor e Consumador da fé: Jesus, o qual, por causa do júbilo que lhe fora proposto, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus. Refleti profundamente sobre Aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra sua própria pessoa para que não vos fatigueis, tampouco desanimeis” (Hb 12.1-3; BKJ).

É possível que o texto citado acima se refira a cristãos vivendo sob acirrada perseguição, e que, provavelmente, pelo fogo das lutas, estavam desistindo de sua fé em Cristo, o que preocupou o escritor aos hebreus. Eis o porquê da ênfase constante do autor da epístola sobre a supremacia de Cristo, objetivando estimular os cristãos a permanecer firmes na fé, tendo Jesus como exemplo supremo.

Não será por isto também, a menção de uma grande quantidade de heróis da fé no capitulo 11? Homens à nossa semelhança, que foram capazes de vencer as piores dificuldades somente pela fé? O estímulo era, pois, necessário, haja vista terem uma carreira cristã que precisava ser realizada com perseverança mesmo diante das dificuldades ali presentes.

Por vezes me ponho a pensar na vida cristã, e esses momentos de meditação me levam a concluir que ela não é mesmo um simples “mar de rosas”. Não, senhor! Na verdade, está cercada de sofrimentos, sendo que alguns deles parecem ter sido colocados num patamar acima das forças humanas.

As dificuldades que os cristãos enfrentam no dia a dia, se tornam um verdadeiro aio que certamente culminará por levar-nos ao aprendizado que todo cristão necessita para o reconhecimento de quão frágil e dependente de Deus ele é.

Quando é acometido pelas lutas e adversidades da vida, o cristão chega mesmo a observar que, pelo aumento dos problemas e todo tipo de tempestades, sua capacidade de suportar vai diminuindo mais e mais até quase a zero. Quando se chega neste estágio, é que se passa a entender, obrigatoriamente ou não, o tamanho de sua dependência de Deus. E é aqui que cuidadosamente vamos aos pés de Cristo Jesus, lançando sobre Ele todos os nossos cuidados (1Pe 5.7).

Correr a carreira cristã é um exercício necessário. Mesmo porque este é um teste de fé que certamente irá permear a vida daqueles que piamente professam o santo nome de Jesus. Não foi isto que disse apóstolo Paulo a Timóteo?

“De fato, todas as pessoas que almejam viver piedosamente em Cristo Jesus, serão perseguidos” 2 Tm 3.12

Não temos que correr a carreira cristã de qualquer maneira. Ela precisa ser desenvolvida com muita paciência e perseverança para que se chegue ao lugar desejado. O exemplo está na vida dos heróis da fé apresentados no capítulo 11 do livro aos hebreus, onde vemos o difícil caminho trilhado por aqueles santos, o qual os levou à perseverante vitória final (Hb 6.11).

Podemos ser acometidos pelo desânimo.

O desânimo é uma arma que poderá nos levar ao fracasso espiritual. Pode ser entendido como: perder o ânimo, a coragem, a força. A expressão no grego (ekakeo), traz o sentido de “tornar-se cansado, exausto, esgotado; desesperar-se, desanimar-se”. Muitos que estão na igreja estão desanimados ao extremo e o problema não é simplesmente a falta de oração, de estudo bíblico, de fé ou dedicação. Existe um problema mais profundo ai.

Algo tem tornado os cristãos tão fracos, mas tão fracos, que eles perderam o apetite pela leitura da Bíblia e oração constante. Eliminou-se deles todo o entusiasmo pelas coisas de Deus. Os nossos cultos estão frios, cheios de desânimo. Os crentes não tem mais entusiasmo, estão frustrados e cansados. Na verdade, muito do que tem sido ministrado nos púlpitos de muitas igrejas tem trazido mais desânimo que vida.

Há um verdadeiro veneno no que é ensinado por muitos que usam o púlpito hoje, tanto pela bela oratória, porém, descompromissada das verdades divinas, como pelo mau exemplo de vida de alguns que se dizem pregar a Palavra de Deus. Muitos crentes estão ingerindo veneno, e veneno mata (2 Rs 4.40).

Quando firmado no poder do Evangelho de Cristo, o cristão caminha adiante sem desistir. Ainda que experimente períodos de escuridão extrema ou chegue a passar pelo vale da sombra da morte, ainda assim, estará firme. O apóstolo Paulo menciona ser necessário o ânimo, ainda que se passe por aflições diversas.

Observe a postura do apóstolo Paulo:

Portanto, não desanimamos! Ainda que o nosso exterior esteja se desgastando, o nosso interior está em plena renovação dia após dia. Pois as nossas aflições leves e passageiras estão produzindo para nós uma glória incomparável, de valor eterno. Sendo assim, fixamos nossos olhos, não naquilo que se pode enxergar, mas nos elementos que não são vistos; pois os visíveis são temporais, ao passo que os que não se vêem são eternos. 2Co 4.16 – KJA

O texto de hebreus 11 que nos mostra a vida exemplar dos heróis da fé, também nos encoraja a perseverar na corrida da vida cristã.

Olhe para o exemplo de vida e testemunho destes heróis.

“Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas…” (v.1). Há aqui, homens e mulheres que através do seu testemunho foram capazes de impactar a sociedade de seu tempo e servem de exemplo perseverante para os cristãos de hoje.

O texto não sugere que esses homens e mulheres que hoje se encontram no céu estejam nos observando enquanto participamos da corrida, como a plateia de um estádio. O termo grego traduzido ‘testemunhas’ não se refere a ‘espectadores’, mas dá origem à palavra ‘mártir’. Essas pessoas não testemunham o que fazemos. Antes, testemunham para nós que Deus é capaz de nos sustentar até o fim. Deus deu testemunho delas (Hb 11.2,4,5,39), e, agora elas testemunham para nós [1].

Olhar para o exemplo destes heróis, que viveram antes de nós e que foram capazes de chegar ao fim da carreira, nos encoraja a perseverarmos em continuar a caminhada proposta e não desanimar. Todo o capítulo 11 do livro aos hebreus aponta exatamente para a nuvem de testemunhas que diante de tantas adversidades foram capazes de permanecer firmes, vencendo pela fé contratempos e dificuldades.

O exemplo de vida deles mostra o cuidado de Deus diante de momentos adversos por eles enfrentados. Olhando para eles somos encorajados a continuar, mesmo diante de gigantes que possam nos trazer desânimo, frustração ou desesperança.

Quero imaginar que todos esses heróis foram capazes de vencer não por seus méritos ou esforço humano. Creio convictamente que o Deus Eterno os levou à vitória pela fé. Na verdade, tiveram êxito em suas batalhas porque Deus era com eles. Da mesma forma, nossa vitória sobre qualquer adversidade, depende da nossa fé em Deus, e assim como eles, completaremos nossa carreira cristã.

O pecado e o embaraço que podem nos atrapalhar na carreira.

“Desembaracemo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve” (v.1). Observe que o escritor aos hebreus admoesta-nos ao desembaraço de tudo que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, não sendo, portanto, possível, avançar na carreira cristã com qualquer tipo de peso que atrapalhe a corrida proposta.

É claro que a exortação do texto bíblico é para que haja abandono do pecado ou de algo que seja para nós impedimento. O pecado atrapalha a vida cristã, pois, afasta o homem de Deus, roubando deste a força necessária para vencer as dificuldades que certamente surgirão.

Nenhum atleta, por mais disciplinado que seja numa longa carreira conseguirá chegar ao final desta sem sentir-se afadigado tendo que enfrentar uma diversidade de obstáculos. Em algum momento da carreira irá se cansar e poderá desanimar, por não conseguir ter forças para continuar. É possível ver no texto sagrado impedimentos que certamente nos atrapalharão na caminhada cristã.

Jesus Cristo diz:

“Tende cuidado de vós mesmos, para que jamais vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da libertinagem, da embriaguez e das ansiedades desta vida terrena, e para que aquele Dia não se precipite sobre vós, de surpresa, como uma armadilha” Lc 21.34; BKJ

O apóstolo Paulo igualmente instrui os cristãos:

“Mas, agora, livrai-vos de tudo isto: raiva, ódio, maldade, difamação, palavras indecentes do falar” Cl 3.8; BKJ

O que mencionamos acima certamente, se praticado, se tornará terrível embaraço para vida espiritual. Qualquer tipo de obstáculos e/ou pecados devem ser tirado de nossas vidas. A exortação do escritor aos hebreus: “desembaracemo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve”, objetiva levar-nos a concentrar todo nosso esforço e atenção na pessoa bendita de nosso Senhor Jesus Cristo que é o alvo maior da nossa fé.

“Olhando fixamente para o Autor e Consumador da fé”.

“Olhando fixamente para o Autor e Consumador da fé: Jesus, o qual, por causa do júbilo que lhe fora proposto, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus” Hb 12.2

A ênfase do texto está em olhar fixamente para Jesus, tomando-o como exemplo de encorajamento e imitá-lo. Estando empenhado em correr a corrida, o cristão não deve se embaraçar com o que está ao seu redor, procurando tirar-lhe a atenção e foco. Deve manter o equilíbrio, olhar fixado em Jesus, para não perder a direção e alvo proposto, visto que temos o céu como herança, o lugar da nossa habitação, e com Jesus a nos dar a direção necessária e certa, sendo Ele também o maior exemplo de perseverança em momentos adversos.

É muito provável que o cristão venha sofrer esgotamento e enfraquecimento na caminhada pelas constantes provações, levando-o ao estado de desânimo e arrefecimento da fé. Nesse momento em que ventos opostos sopram sobre o barco da nossa vida cristã, é hora de clamar insistentemente Àquele que pode acalmar as borrascas, expulsando o desânimo e trazendo coragem e alento para prosseguirmos com o olhar fixado em Jesus Cristo, nosso Senhor.

Jesus nos deu exemplo de sofrimento e também de como reagir diante de tais situações sem desanimar. Ele sofreu terrivelmente muito mais que qualquer ser humano e pode perfeitamente compreender as nossas aflições e nos socorrer em tempo oportuno. A certeza que temos acerca de tudo que passou quando suportou a cruz nos estimula ao ânimo e fortalecimento, principalmente quando passamos por momentos de grande tristeza, incerteza e sofrimento.

“O opróbrio da cruz, sua vergonha e estigma social, estavam se tornando um embaraço para estes cristãos; seu Messias havia morrido em uma odiada cruz romana como criminoso comum. Mas aquele sue sofreu a maior vergonha – o próprio Jesus – desprezou-a por completo. Ser esmagado pela sombra social da cruz era perder a verdadeira perspectiva. Ele foi capaz de suportar e desprezá-la por causa do resultado certo – a alegria que seguiria os sofrimentos. A confiança no amanhã é o sustento para hoje. Esta é a atitude que estes hebreus deveriam ter. Eles deveriam estar muito mais envergonhados da sua fuga da cruz do que do fato de Jesus ter carregado a cruz. Visto que agora Ele é Senhor, assentado à destra do trono de Deus, há um futuro absolutamente seguro, se crerem – mas um julgamento igualmente seguro se eles se tornarem desertores”. [2]

O exemplo de perseverança do Senhor Jesus Cristo em cumprir fielmente sua missão neste mundo deve nos estimular a permanecermos firmes, não enfraquecendo nem desfalecendo em nossos ânimos, pois tudo que passamos por aqui não se compara com o que Ele passou quando “suportou a cruz”.

Não podemos desanimar.

“Refleti profundamente sobre Aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra sua própria pessoa, para que não vos fatigueis, tampouco desanimeis” Hb 12.3

A exortação chega para os crentes recomendando-os a suportar as dificuldades a exemplo de Jesus que suportou a “oposição dos pecadores”, não desfalecendo em seus ânimos. Estou convicto de que até mesmo os melhores estão sujeitos à fadiga e o desfalecimento quando são atingidos por provações e aflições, principalmente quando estas se tornam de longa duração.

Aqueles crentes estavam a ponto de desistir de sua fé. Vivendo no limite, não demorariam a perder a coragem de sustentar sua crença em Cristo Jesus. Eles já não suportavam mais tanta opressão e perseguição, o que resultaria em apostasia, levando-os para longe da fé cristã.

O apóstolo Paulo sofreu várias perseguições por causa de Cristo (1 Co 4.11), quase até à morte, porém nunca desanimava (1 Co 4.16). Somos responsáveis por não aceitarmos jamais o desânimo. Não se pode dar oportunidade ao desânimo e desmaiar diante das provações e dificuldades. A melhor forma de impedir que este gigante nos leve ao fracasso espiritual é fixando o olhar em Cristo Jesus e perseverando diante de todas as formas de provações.

É possível, sim, corrermos a carreira a nós proposta e chegarmos ao nosso alvo. Ainda que obstáculos estejam à nossa frente e esses tenham por objetivo desestimular nossa fé, se o cristão fixar seu olhar em Jesus, com inteira confiança no Autor e Consumador da fé, e não nos obstáculos a sua frente, ele seguirá com confiança até chegar ao alvo proposto.

Que o Senhor nos ajude a ir “em direção ao alvo, a fim de ganharmos o prêmio da convocação celestial de Deus em Cristo Jesus”.

Amém!

Não conhece o pastor Raimundo Nonato?

Notas Bibliográficas:

[1] Warren W. Wiersbe. Comentario Bíblico Expositivo, Novo Testamento vol. II, pg. 417. Geográfica Editora.
[2] Comentário Bíblico Beacon. pg 115 Hebreus a Apocalipse. vol. 10. CPAD

25 de Novembro – Como flechas que acertam o alvo

25 de Novembro – Como flechas que acertam o alvo

Toma as flechas. Atira-as contra a terra: ele a feriu três vezes e cessou. Então o homem de Deus se indignou muito contra ele, e disse: Cinco ou seis vezes a deverias ter ferido. (2 Rs 13.18,19.)

Como é penetrante e eloqüente a mensagem destas palavras!

Joás pensou que tivesse feito bem, quando duplicou e triplicou o que para ele era um extraordinário ato de fé. Mas o Senhor e o profeta estavam profundamente desapontados, porque ele tinha parado na metade do caminho.

Ele alcançou alguma coisa. Ele alcançou muito. Ele alcançou exatamente o que creu, no teste final; mas não alcançou tudo o que tinha em vista o profeta nem tudo o que o Senhor queria dar. Ele perdeu muito do que a promessa continha e da plenitude da bênção. Obteve algo melhor do que o simplesmente humano, mas não obteve o melhor de Deus.

Amado, como é solene a aplicação disto! Como é esquadrinhadora a mensagem de Deus para nós! Como é importante que aprendamos a orar até prevalecer! Tomaremos nós toda a plenitude da promessa e todas as possibilidades da oração que crê? —A. B. Simpson

“Aquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundante mente além daquilo que pedimos ou pensamos…” (Ef 3.20.)

Não há nos escritos de Paulo outra seqüência de palavras como estas: “muito mais abundantemente além”, e cada palavra está cheia de infinito amor e poder para “fazer”, para operar em favor dos Seus santos quando oram. O poder que nos salvou, que nos lavou com Seu próprio Sangue, que nos encheu de força pelo Seu Espírito, que nos guardou em muitas tentações, trabalhará para nós, vindo ao encontro de cada emergência, cada crise, cada circunstân cia e cada adversário. — The Alliance

Este post faz parte de uma série de postagens devocionais que pretendo por em prática este ano, para abençoar meus leitores. Texto retirado de Mananciais no Deserto, de Lettie Cowman, Editora Betânia. Infelizmente, esgotado. Mas você pode ler uma versão online aqui, no Scribd.

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24 de Novembro – Qual é o segredo da tranquilidade?

24 de Novembro – Qual é o segredo da tranquilidade?

Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus. (Sl 46.10.)

Haverá em todo o coral uma só nota musical tão poderosa como o é a ênfase da pausa? Já percebeu como nos Salmos é eloquente a palavra Selah (pausa)? Haverá silêncio mais palpitante do que a quietude que precede a tempestade, e a estranha calma que parece cair sobre a natureza antes de alguma convulsão ou fenômeno? Haverá alguma coisa capaz de nos tocar o coração como o poder da tranquilidade?

Aquele que pára de operar com as suas próprias mãos, encontra “a paz de Deus, que excede todo o entendimento”; há um “sossego e confiança” que é fonte de toda a força; uma doce paz que nada pode abalar; um profundo descanso que o mundo não pode dar nem tampouco tirar.

Há no mais profundo da alma uma recâmara de paz onde Deus habita; e se entrarmos ali e afastarmos todos os outros sons, poderemos ouvir a Sua voz mansa e delicada.

Quando uma roda gira bem velozmente em torno do próprio eixo, há um lugar, bem no centro, onde não há movimento; assim, na vida mais ocupada pode haver um lugar onde ficamos a sós com Deus em constante quietude. Só há uma maneira de se conhecer a Deus:

“Aquietai-vos, e sabei”.

“O Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.” — Selecionado

“Amoroso Pai, nós andamos algumas vezes sob céus sem estrelas, que derramavam escuridão como chuva. Ansiávamos por estrelas, ou lua, ou aurora. Mas a escuridão espessa pousava sobre nós como se fosse durar para sempre. E daquelas trevas, nenhuma voz de calma vinha confortar o nosso coração. Teríamos saudado alegremente até o soar de um trovão que nos quebrasse o silêncio torturante daquela noite densa.

“Mas o amoroso segredar do Teu amor eterno falou mais doce à nossa alma esmagada e sangrando, que a música dos ventos numa harpa eólica. Foi a Tua “voz mansa e delicada’ que nos falou. Estávamos escutando, e ouvimos.

Olhamos e vimos a Tua face radiante de luz e amor. E quando ouvimos a Tua voz e vimos o Teu rosto, voltou-nos nova vida, como volta a vida às flores pendidas que bebem a chuva de verão.”

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23 de Novembro – Crescendo em meio a duras provas

23 de Novembro – Crescendo em meio a duras provas

Fizeste ver ao teu povo duras coisas. (Sl 60.3.)

Eu sempre me alegro em que o salmista tenha dito a Deus que algumas coisas eram duras. Não há engano sobre isto; há coisas duras na vida. Neste verão ganhei umas flores cor-de-rosa muito bonitas, e assim que as peguei, perguntei: “Que flores são estas?” E a resposta foi: “São flores das rochas; crescem e florescem só nas rochas onde não se vê terra.”

Então pensei nas flores de Deus que crescem em lugares duros. E penso que de alguma forma Ele deve ter para com as Suas “flores das rochas” uma ternura particular, que talvez não tenha para com os Seus lírios e rosas. — Margaret Bottome

As provas da vida não visam a nos destruir, mas construir. A tribulação pode demolir os negócios de um homem, mas também edifica o seu caráter. O golpe no homem exterior pode ser a maior bênção para o homem interior.

Então, se Deus põe ou permite alguma coisa dura em nossa vida, estejamos certos de que o perigo real, o problema real, está no que perderemos se nos rebelarmos ou recuarmos. — Maltbie D. Babcock

 

Seus pensamentos a meu respeito

São pensamentos de paz.

Ele é meu Deus, meu refugio;

Meu Criador, Redentor;

Pra Si me fez e comprou-me

O que pensa a meu respeito

São pensamentos de amor.

“É dos montes de aflição que

Deus toma os Seus melhores soldados.

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22 de Novembro – A impossibilidade é a especialidade divina

22 de Novembro – A impossibilidade é a especialidade divina

Credes que posso fazer isso? (Mt 9.28.)

Deus lida com impossibilidades. Nunca é tarde para Ele operar, quando um impossível Lhe é trazido em inteira certeza de fé, por alguém em cuja vida e circunstâncias precisa realizar-se o impossível para que Deus seja glorificado.

Se em nossa vida tem havido rebelião, incredulidade, pecado e desastre, nunca é tarde demais para Deus tratar em triunfo com esses trágicos fatos, se forem trazidos a Ele em plena sujeição e confiança. Tem sido dito muitas vezes, e com verdade, que o cristianismo é a única religião que pode resolver a questão do passado do homem.

Deus pode “restituir… os anos que a locusta comeu” (Jl 2.25); e Ele o fará, quando pusermos toda a situação, e a nós mesmos, confiantes e sem reservas, na Sua mão. E isto, não por causa do que nós somos, mas do que Ele é. Deus perdoa, e sara, e restaura. Ele é “o Deus de toda a graça”. Louvemos o Seu nome, e confiemos nEle. — Sunday School Times

Nós temos um Deus que Se deleita nos impossíveis. Nada é difícil demais para Ele. — Andrew Murray

Para aqueles que estão enfrentando problemas difíceis, recomendo a leitura do post 9 Razões para persistir quando as coisas insistem em dar errado

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21 de Novembro – É preciso confiar nosso caminho ao Senhor

21 de Novembro – É preciso confiar nosso caminho ao Senhor

Entrega o teu caminho ao Senhor. (Sl 37.5.)

Alguma coisa o está perturbando? Seja o que for, vá e conte-o ao Pai. Entregue toda a questão na mão dEle, e você ficará livre daquele peso que deixa o coração dividido e perplexo, e de que o mundo está tão cheio. Quando você estiver para fazer ou sofrer alguma coisa, quando estiver diante de algum negócio ou empreendimento, vá e conte-o a Deus; ponha-O bem a par do assunto; sim, sobrecarregue-O com o assunto; e você estará livre de cuidado. Não mais o cuidado, mas haverá uma calma diligência no serviço e quieta dependência dEle para o desenrolar dos seus assuntos.

Entregue o seu cuidado, e entregue-se também com ele, como um só fardo, nas mãos do Senhor. — R. Leighton

Veremos que é impossível entregar nosso caminho ao Senhor se for um caminho que Ele não aprova. É só pela fé que alguém é capaz de entregar o seu caminho ao Senhor; se houver a mínima dúvida no coração, de que o “nosso caminho” seja bom, a fé se recusará a tomar parte. Este entregar do nosso caminho precisa ser um ato continuado, uma atitude, não um ato isolado. Por extraordinária e inesperada que possa parecer a direção de Deus, por próximo que esteja do precipício o caminho por onde Ele vai levá-lo, você não pode tomar da mão dEle as rédeas da direção.

Estamos prontos a submeter todos os nossos caminhos a Deus, para que Ele pronuncie juízo sobre eles? Não há nada que um crente precise examinar tão cuidadosamente como os seus hábitos e pontos-de-vista já estabelecidos. Pois é fácil achar que Deus automaticamente os aprova. Por que alguns crentes são tão ansiosos, tão temerosos? Evidentemente porque não deixaram o seu caminho com o Senhor. Levaram o fardo a Ele mas o trouxeram de volta consigo. — Selecionado

 

Ontem Te levei meu fardo,

Porém o trouxe comigo…

Agora venho outra vez

E quero deixá-lo aí.

 

Graças por Tua paciência!

Porque me ensinas, Senhor.

Graças porque me perdoas.

Eu confio nesse amor!

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20 de Novembro – Por que a espera é tão difícil?

20 de Novembro – Por que a espera é tão difícil?

Bem-aventurado o que espera. (Dn 12.12.)

Esperar pode parecer uma coisa fácil, mas é uma das disposições de espírito que o soldado cristão só aprende a ter após anos de ensino.

Para o guerreiro de Deus a marcha, e a marcha acelerada são muito mais fáceis do que ficar parado.

Há horas de perplexidade, em que o espírito mais pronto, mais desejoso de servir ao Senhor, não sabe que direção tomar. O que fazer então? Agitar-se em desespero? Voltar atrás covardemente, tomar a direita em temor, avançar presunçosamente?

Não, simplesmente esperar. Esperar em oração, todavia. Clame ao Senhor e coloque o caso perante Ele; conte-Lhe a dificuldade e clame por Sua promessa de auxílio.

Esperar com fé. Expresse a sua firme confiança nEle. Creia que, embora Ele o conserve esperando até a meia noite, virá, contudo, no tempo certo; a visão virá, e não tardará.

Esperar em quieta paciência.

Não murmure contra a fonte aparente da adversidade, como fizeram os filhos de Israel contra Moisés. Aceite o caso como é, e ponha-o exatamente assim na mão do Deus do concerto — simplesmente, de todo o coração e sem a interferência da sua vontade — dizendo:

“Agora, Senhor, não se faça a minha vontade, mas a Tua. Eu não sei o que fazer; estou num ponto extremo; mas esperarei até que Tu abras as águas ou afastes os meus inimigos.

Esperarei, ainda que me faças esperar muitos dias, pois meu coração está firmado só em Ti, ó Deus, e meu espírito espera por Ti, na plena convicção de que ainda serás o meu gozo e a minha salvação, o meu refúgio e a minha torre forte.” — Morning by Morning

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