O que as recentes conquistas do Corinthians têm a nos ensinar
Antes de tudo, tenho que dizer duas coisas: a primeira é que tentarei escrever pouco. A segunda é que já fui, lá pela Era Plezozoróica – mais precisamente no século passado, também conhecido por século XX – torcedor do Corinthians. Naquele era época, eu era aborrescentepentelhoscente adolescente, quando morei na cidade de Campinas-SP (onde quase fui atropelado…) e, como todo bom (bom aqui é eufemismo, se é que você me entende… risos) adolescente, eu tinha que torcer para algum time. Meu pai, coitado!, era torcedor da Ponte Preta e, quando o time dele perdia, ele ficava com a macaca! (se não entendeu a piada, pergunte… risos)
Mas, eu cresci, e Deus me libertou desse cativeiro. Hoje, não torço pra time algum – e não, não fiquei com trauma – mas gosto de zoar com os torcedores de alguns times (Vasco e Flamengo, em especial, os dois times que meus irmãos torcem). Todavia, o recente triunfo do Corinthians, que quase levou minha sobrinha ao delírio (ou aumentou o grau de loucura dela, quem sabe o mais provável) nos ensina algumas valiosas e interessantes lições.
Então, sem mais delongas, vamos a elas:
1ª. Lição: Nossas derrotas podem ser positivas, se soubermos entendê-las
Aquela derrota praticamente sacramentou uma nova vida para a equipe, com reestruturações que não tardaram a surtir efeito. De fato, logo após aquela dolorosa e pedagógica derrota, o Timão encontrou seu rumo nas mãos do competente técnico Mano Menezes, embora este não tenha repetido a receita de sucesso à frente da seleção canarinho. Parece que o Mano só conseguiu dar rumo certo como timoneiro do Timão, ao passo que ficou perdido na direção da Seleção, saindo pela porta dos fundos, como se fosse um mané… #vai_entender
O acesso à Série A do Campeonato Brasileiro mostrou aos fanáticos torcedores corinthianos – que não arredaram o pé da torcida: meus amigos Elliton e Teka que o digam – que a confiança depositada não foi em vão. O mundo ainda estava por ver até onde poderia chegar aquele time que recentemente tinha sido motivo de chacota, começando no Oiapoque e terminando no Chuí.
E tudo isso foi possível porque as pessoas certas pararam para analisar e entender o que uma derrota teria a lhes ensinar. Talvez esse esteja sendo o seu caso: derrotado, desanimado e sentindo-se um perdedor. As recentes vitórias do Corinthians nos mostram e provam que uma derrota não significa, necessariamente, o fim da linha. Quer um conselho? Levante, sacuda a poeira, analise onde foi que errou, corrija seus equívocos e dê a volta por cima.
Afinal, se até o Corinthians – depois de 100 anos – conseguiu ganhar a Libertadores, por que você não pode ser, também, um vencedor, não é mesmo?
Faça como fez o Corinthians: tente até conseguir!
2ª. Lição: O desprezo e a indiferença não duram para sempre
As duas conquistas mais desejadas e comemoradas do Corinthians foram a da Libertadores da América e a de domingo, Campeão Mundial bem debaixo do nariz dos ingleses (risos). Mas, não se esqueça que, antes de ser campeão das Américas e, por fim, do Mundo (#2012 feelings: favor não deduzir que, agora que o Coringão ganhou tudo, o mundo pode acabar… por favor né!), o bravo time de Parque São Jorge teve que enfrentar o calvário da segunda divisão (Série B).
É sempre assim: sem calvário não tem Pentecostes. Não existe Páscoa sem Paixão. Hoje pode ser sexta-feira, mas tenha calma porque o Domingo vem aí.
O grande herói do time paulista atende pelo nome de Cássio Ramos, um genuíno – vejam vocês – gaúcho! Cássio, do alto de seus quase 2m, agigantou-se na final contra o Chelsea, deixando pequena a meta alvinegra para os endiabrados atacantes rubros. Uns o chamaram de paredão, pois ele “fechou o gol” corinthiano para os jogadores do rival inglês. Vendo, depois as imagens do jogo, suas defesas “milagrosas” foram as que mais chamaram a atenção. E, julgo eu, não seria exagero dizer que ele não deixaria passar nem bolinha de gude que saísse dos pés ingleses que, no fim das contas, acabaram trocando os pés pelas mãos mesmo, certo? risos
Mas, e antes da consagração, onde estava o agora famoso Cássio? Esquecido durante uns bons anos no banco reserva de um time… europeu! Sim, ele jogou – na verdade, esquentou banco, para ser mais preciso – na Europa. E jogar, jogar mesmo, só jogou quando foi emprestado, porque os donos de seu passe não achavam que ele valia o que seu tamanho sugeria: o gigante que foi debaixo da meta corinthiana. Mas, ele continuou trabalhando duro para se tornar, no futuro, aquilo que sempre foi: um vencedor. Claro, afinal quem consegue suportar uma amarga reserva por tanto tempo sem desistir? Mas, quando teve a chance, Cássio não a desperdiçou e jogou pra escanteio todo aquele tempo em que foi deixado de lado… escanteado na Europa.
Insista, porque como dizia o sábio filósofo corinthiano chamado Vicente Matheus, o jogo só termina quando acaba! #RISOS e mais RISOS
3ª. Lição: Ninguém é campeão sozinho – Aprenda a arte da camaradagem
Ao estudar para concursos, aprendi que uma aprovação vem, geralmente, depois de muitas reprovações. E aprendi também que uma aprovação – às vezes – é construída a quatro mãos. E foi o meu caso. Na verdade, para ser sincero, minhas aprovações foram construídas a várias mãos (uma dúzia ou mais para ser impreciso…) e seria até injusto de minha parte citar alguns nomes (mesmo porque não me lembro de todos, claro… é a idade… risos).
Uma das maiores lições de vida que podemos – e devemos! – aprender é esta:
sermos humildes para aceitar ajuda quando precisarmos e sermos generosos para oferecer ajuda quando for preciso.
Praticamente toda a imprensa especializada (ok, exagerei) e a torcida do Flamengo (menos a do Corinthians, claro) duvidava que o campeão das Américas botaria as mãos na Taça do Mundo de 2012. Enquetes em grandes portais davam conta de que 75% dos respondentes apostavam suas fichas no Chelsea. E, convenhamos: o time inglês era um timaço, ao menos em questão de salários e fama. Chegou-se a dizer que apenas o salário de um dos principais jogadores do time bretão seria suficiente para pagar toda a folha do Timão. Mas, o que se viu em campo é que, mais uma vez, o pequenino Davi derrotou o gigante Golias e deixou os ingleses a ver navios taças… risos
Se sobravam estrelas no time do Reino Unido, o mesmo não se via no time de Parque São Jorge. Pelo contrário: o time jogou como se fosse uma única estrela, e seu maior mérito estava justamente no conjunto, no todo e não em indivíduos isolados, embora seja injusto não reconhecer que a estrela do goleiro Cássio ofuscou os atacantes europeus.
Outro grande lance dos jogadores liderados pelo técnico Tite foi o fato de eles não se deixarem intimidar ao jogarem com um time – teoricamente – mais forte e mais bem estruturado. Não senhores, se existe uma grande lição que o Corinthians nos ensina é: a união faz açúcar a força e o conjunto deve valer mais do que a simples soma dos valores individuais.
Em suma: não seja orgulhoso recusando auxílio na dificuldade e nem egoísta negando ajuda aos necessitados. E, claro, saiba trabalhar em equipe, porque é quando a equipe vence que todos ganham. #capitão_óbvio
Conclusão
A derrota de outrora pode até manchar nossa história (ainda mais se ela estiver sendo escrita há, pelo menos, 100 anos. A minha ainda não tem nem metade disso, mas está beirando (risos). Entretanto, se soubermos entender o momento e – principalmente – os MOTIVOS da derrota, poderemos transformar essa queda em um novo patamar que nos levará a alcançar resultados jamais alcançados antes e que poucos acreditavam que conseguiríamos.
Infelizmente, parece ser uma regra no esporte tupininquim: quando se espera muito de nossos esportistas, eles nos decepcionam com pouco. Mas, se pouco esperamos deles, eles nos brindam com muito – às vezes além do que imaginávamos ou pedíamos.
Vimos isso recentemente nas Olímpiadas, onde fomos surpreendidos por quem nem sabíamos quem eram (vide a pequena notável Sarah Menezes e o surpreendente Arthur Zanetti), e decepcionados por aqueles de quem esperávamos expressivos resultados, como o futebol masculino e feminino, por exemplo.
Nas Copas, a história se repete. Quem consegue esquecer a dolorosa derrota para a Azurra em 1982? Vejam que ironia: a que foi considerada a melhor seleção brasileira de todos os tempos nos trouxe uma das maiores decepções da história, apenas menor – talvez – do que a perda do título de 1950, para o Uruguai, diante de um Maracanã lotado e estupefato.
Mas, assim como a derrota do passado não é sinônimo de perda permanente, as conquistas do presente também não são garantias de que o sucesso é garantido, no futuro. A vitória após a derrota se deu à custa de muito esforço, renúncia e trabalho pesado feitos, na grande maioria das vezes, longe dos holofotes. Se a sede pelas luzes da ribalta ofuscar o brilho do suor derramado, a grande lição aprendida será esquecida e, provavelmente, a derrota novamente repetida.
Quem diria – que ironia! – que a melhor coisa que poderia ter acontecido com o Corinthians não tenha sido a conquista de um grande título, e sim a pretérita queda para a segunda divisão do campeonato. Quem diria que ser relegado a segundo plano poderia abrir caminho para conquistasnunca antes na história desse time?
Que as lições do Corinthians não nos passem despercebidas e nem lhe sejam esquecidas, para o bem tanto deles como nosso, ou seja, de todos os que querem sentir novamente o sabor da vitória, mesmo depois de uma amarga derrota, sejam eles alviverdes, alvinegros, rubros, seja que cor forem.
Que o Senhor abençoe grandemente a sua vida.
ps. seria pedir muito seu comentário ou avaliação? você pode avaliar nas estrelas, no gostei (desculpem, torcedores de outros times: não existe o botão desgostei… risos), no curti, no +1. São tantas emoções (ops!) opções… e compartilhe com seus amigos corinthianos também, esse simples e humilde texto de um… ex-corinthiano!
A fala é a principal forma de comunicação entre os seres humanos. A oração é a principal forma de comunicação com DEUS!
Uma das coisas mais importantes na vida do cristão é a oração. Oração é falar com Deus. É a forma mais direta de nos comunicarmos com o Rei do Universo. É uma atividade tão natural e ao mesmo tempo tão sublime, que é mais fácil que conversar com um melhor amigo. Ok, pode até não parecer, mas para mim é assim que funciona, e se você tem (ou quer ter) um relacionamento íntimo com Deus, sabe do que estou falando.
Sabe, hoje eu estava pensando a respeito da oração, e cheguei a algumas conclusões, e uma delas é o que perdemos por não dar à devida importância a atividade mais exclusiva (instransferível: ou seja, o famoso 6-orapor mim não vale… risos) do cristão: ORAR. Não falo de exclusiva porque apenas os cristãos podem orar, claro que não, qualquer pessoas pode orar. Mas, ter a certeza que podemos ter Jesus como melhor amigo, e único mediador entre nós e Deus, e ainda saber que ELE está com os ouvidos sempre atentos para ouvir o nosso clamor, é exclusividade e privilégio apenas para mim e para você, que somos cristãos.
Orar é simplesmente falar com Deus, abrir o coração, sem medos ou receios, reconhecendo que o que nos aproxima do Seu trono é a Sua Graça. Quando oramos, reconhecemos a nossa pequenez diante de um grande Deus, nos colocamos em posição de dependência e, ao obedecermos, nos colocamos em lugar de submissão. Dependência e submissão, dois dos requisitos que agradam o coração de Deus.
Algumas barreiras são criadas por pensarmos que não sabemos orar como convém. Mas, e quem disse que Deus está interessado nisso? Ele não está a procura de uma oração bonita e eloquente. Não, senhor: Deus olha e busca um coração quebrantado e contrito e, a este, Ele promete que não despreza. Pelo contrário, Ele presta atenção em corações assim.
Perdemos por não orar com mais fé e ousadia, perdemos por não fazer da oração a nossa maior prioridade. Deus deseja participar de cada área de nossas vidas e, quando temos o hábito de orar, Ele usa as mais diversas situações e maneiras para nos transformar, moldar e nos fazer crescer.
Só quem ora diante de todas as circunstâncias consegue entender os ventos contrários como benéficos para mudar as rotas de nossa vida. Quem não ora, fica perdido, desorientado e se desespera. A oração é a convicção de que se Deus não interferir em nossas vidas nada de bom vai acontecer. Quando oramos concedemos a Deus a liberdade de agir da maneira que lhe aprouver. Ao orarmos, tiramos o foco de nós mesmo e colocamos o foco no Senhor.
Orar é tornar nossos sonhos, planos, desejos, conhecidos de Deus, mas não que Ele já não soubesse, claro, e sim colocá-lo diante de sua perfeita vontade. Orar é servir a Deus do jeito dEle. Orar é saber que Deus tem o seu jeito, e também tem seu tempo que, muitas vezes, tanto o tempo como o modo de agir diferem dos nossos. Orar: essa deve ser a prioridade máxima de nossas vidas, como cristãos que querem conhecer E fazer a vontade de Deus!
O CHAMADO DE DEUS PARA INTERCESSÃO
O Apostolo Paulo era um homem de oração. Em Colossenses 1:9 ele diz: “por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual”. Paulo reconhecia a importância da intercessão e não abria mão dela em sua caminhada.
Uma das perguntas mais freqüentes em relação à oração é a seguinte:
_” Se Deus é bom, onipotente, onipresente e onisciente, se ELE sabe tudo o que eu quero, sabe o que eu preciso, por que eu preciso orar? A minha oração faz alguma diferença ou é apenas uma forma de nos sentirmos bem?”
Bom, vamos por partes. A sua oração faz uma diferença significativa tanto em seu próprio coração quanto no reino espiritual. Calma, vou explicar:
1) A oração é uma eficaz forma de você se sentir bem, porque quando oramos nós estamos mudando a nós mesmos, e abrindo um canal para que a vontade de Deus se realize em nossa vida. É um meio de harmonizar os nossos pensamentos com os pensamentos (vontade e plano) de Deus. É Impossível abrir um dialogo com Deus e não ter algo dentro de nós profundamente tocado, quebrantado e transformado.
2) A oração é uma arma infalível e insubstituível no reino espiritual. Ela é poderosa e eficaz, tanto no reino material quanto no espiritual. A oração pode não mudar de imediato as situações, mas é certo que ela é eficaz para desencadear bênçãos para nossas vidas e das pessoas por quem oramos. #creia
Os resultados da oração
Os resultados da oração, como eu já disse, nem sempre ocorrem no reino material ou de forma imediata. Nem sempre temos resultados visíveis e palpáveis mas, uma coisa é certa: SEMPRE temos resultados, ainda que não sejam os resultados que almejamos!
Por nem sempre termos resultados visíveis daquilo que pedimos a Deus, desanimamos, deixamos de levar adiante um propósito de oração. Quem nunca agiu assim? Não obstante, falhos que somos, visamos apenas aquilo que é palpável, nos esquecemos da importância da oração, em relação ao reino espiritual, que é o mais importante, entretanto, muitas vezes é ignorado por nós.
Se as cortinas que cobrem nossos olhos espirituais se abrissem nem que fosse por um minuto, veríamos a guerra que é travada contra nós constantemente. E, como diz em Romanos, a nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra os principados, potestades e dominadores desde mundo tenebroso. Observe: existe um conflito entre o bem e o mal. É uma batalha que os nossos olhos não podem ver, mas nem por isso é menos real. Nesta batalha titânica entre as forças do bem e do mal, nossa força humana é insuficiente, ineficiente e inócua. Precisamos da força sobrenatural de DEUS. E a oração é uma arma poderosa que nos foi outorgada justamente para este tipo de batalha, para nos levar à vitória. Senão vejamos:
“… eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. (Mt 18:18)
Oração, a escolha é sua:
Deus não viola o nosso direito de escolha, e quer eu ore quer não, ELE deseja abençoar a nossa vida e nossas famílias. Quer eu ore, quer não, há uma medida de proteção pelo qual Deus preserva a nossa vida diariamente. Contudo, quando oramos, abrimos meios para a Sua atuação, e o Senhor faz por nós o que não poderíamos fazer por conta própria. Orar é colocar as mãos de Deus a nosso favor! #entenda
“E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a SUA vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em TUDO o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos”. 1 João 5:14-15
Este texto, da Primeira Epístola de João, está longe de ser um apelo para oração. De outro lado, ele é claro em mostrar o que acontece quando oramos. A nossa confiança não pode estar em nossas orações, mas naquEle que a escuta. Quando oramos, estamos falando com DEUS, falando com o Único que pode nos ajudar nas horas mais difíceis da vida. Ainda temos o privilégio de sermos veículos de Deus na vida das pessoas, e isso acontece quando oramos por alguém. Através de nossas orações Deus pode derramar rios de águas vivas na vida de alguém.
E, sabe o que é mais interessante? Quando oramos por alguém, nós também somos abençoados. Na oração, reconhecemos que ELE está no controle da situação, e abrimos caminho para Deus realizar Seu propósito em nossa vida, e na vida das pessoas pelo qual temos orado. Quem nunca orou na vida – na verdade, quem nunca cultivou uma vida de oração -, não sabe o que está perdendo!
A oração é a forma mais direta de nos comunicarmos com DEUS, e a SUA promessa, feita originalmente aos filhos de Israel, continua sendo verdadeira e eficaz:
“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”. (2 Cr 7:14)
Conclusão: Quem luta suas batalhas de joelhos, permanece de pé, ou seja, é vencedor
Querido (a) , após este texto, espero que você leve a sério o pedido que o Wallace fez naquele texto para orar por nós, colaboradores deste blog (ehehe). Você também é abençoado quando ora em favor de alguém. E, principalmente, que você tenha a convicção do poder dos joelhos que se dobram. Não deixe para amanhã a oportunidade que você tem hoje de desencadear mudanças, tanto no mundo espiritual quanto material.
O SEGREDO para uma oração prazerosa é bem simples:
Tenha antes de orar um tempo em comunhão com Deus através de Sua Palavra. Desligue a sua mente de tudo que te afasta de Deus. Todo período de oração deve ser precedido por esse exercício de leitura da Palavra.
“Se dependermos de:
- Um Método HUMANO, receberemos o que o método pode nos dar.
- Uma organização, receberemos aquilo que a organização pode fazer.
- Um CONHECIMENTO acadêmico, receberemos aquilo que o conhecimento pode realizar.
MAS, se dependermos da ORAÇÃO receberemos aquilo que só DEUS pode operar. (A. C. Dixon)
E aí? O que você está esperando para conversar agora mesmo com Deus? Não se preocupe se você não sabe orar, pois ORAÇÃO não requer conhecimento algum, apenas SINCERIDADE E FÉ.
Agradeço a Deus, pois, conforme Salmos 66.20, ELE não me rejeita em oração,e nem aparta de mim a Sua Graça.
Gostou do texto? Foi edificado? Creio que Deus falou ao seu coração através dessas palavras. Se não for pedir muito, ore por nós colaboradores do blog Desafiando Limites, peça a Deus que nos fortaleça e que cada pessoa que entrar aqui seja abençoado. Nós, oramos por vocês, Deus colocou um carinho muito grande por cada leitor em nosso coração. Deixe aí seu “sinal” de vida. Clique na “estrelinha” , “coraçãozinho”, Curta nossa página no facebook, deixe seu comentário, escreva o seu pedido de oração, envie-nos um e-mail. Queremos orar mais por vocês.
A unção de Deus nos transforma gradativa, mas completamente
Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre. Salmos 133:1-3
Crescer na fé cristã não é uma coisa fácil. Não sei se é assim para todo mundo mas, para mim, foi, é e está sendo bem difícil. São muitas as lutas com as quais temos que nos envolver diariamente, e negar-se a si mesmo nunca foi fácil. Mas, como se não bastasse apenas isso, a vida critã envolve muitos desafios complexos e que, não raro, também são mutantes: às vezes, as situações mudam de repente e sem aviso, e pegam você no contrapé. Outras vezes, quando você já havia passado por situação semelhante – e vencido, superado – surge outra situação em que aquela solução de outrora já não serve mais, aí é o fim… #aff
Se eu fosse ficar aqui falando das dificuldades de ser cristão, dos obstáculos diários envolvidos nessa jornada, provavelmente ninguém – em sã consciência – iria querer ser cristão. De fato, às vezes nós somos tentados, diante de um beco sem saída, a jogar tudo pro alto. Mas, o que nos faz seguir em frente, mesmo quando achamos que as coisas estão indo de mal a pior em nossa vida? É a unção de Deus. É ela que nos capacita a seguir em frente, mesmo quando tudo diz que não, mesmo quando a esperança parece ser algo etéreo, diáfano, que vai desaparecer a qualquer instante.
A unção de Deus faz diferença em nossa vida. E não apenas isso: ela faz que sejamos diferentes, para que possamos fazer diferença no meio em que estamos inseridos. Quem tem unção de Deus em sua vida, tem uma força e um poder sobrenatural que o capacita a enfrentar situações com ousadia e convicção. Mas, afinal, o que é a unção de Deus? Em rápidas palavras, vou fazer menção de apenas dois exemplos, um no Antigo e outro no Novo Testamentos.
Exemplo do Antigo Testamento
No Antigo: quando o profeta Samuel ungiu a Davi, a Bíblia diz que o Espírito do Senhor se apossou (ou se apoderou) dele: veja em 1 Sm 16, especificamente o verso 13. A partir de então, a vida de Davi sofreu uma reviravolta. Quando Davi foi enfrentar o gigante, Golias, Saul questionou sua capacidade em batalha, apesar de admirado de sua convicção. A resposta que Davi lhe deu nos dá mostras da diferença que a unção divina faz na vida de alguém:
Então disse Davi a Saul: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; e quando vinha um leão e um urso, e tomava uma ovelha do rebanho, Eu saia após ele e o feria, e livrava-a da sua boca; e, quando ele se levantava contra mim, lançava-lhe mão da barba, e o feria e o matava. Assim feria o teu servo o leão, como o urso; assim será este incircunciso filisteu como um deles; porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo. 1 Samuel 17 : 34-36
A Bíblia não afirma, categoricamente, que esses episódios com o leão e o urso ocorreram APÓS Davi ter sido ungido pelo profeta Samuel, todavia é perfeitamente possível inferir isso, já que também nada é dito em contrário. Observe que se passou um certo tempo entre a unção de Davi e o confronto com o gigante, tempo esse suficiente para que Davi treinasse um pouco com o leão e com o urso, antes de lascar uma pedrada bem na testa do gigante (risos)! Observação: só porque Davi lascou a pedra não quer dizer que ele era da Idade da Pedra Lascada, ou não! como diria Caetano… #vixe_mãinha
Veja que exemplo de ousadia Davi nos dá após ter sido ungido por Deus: quantos pastores, ao verem suas ovelhas serem arrebatadas por um leão ou urso, sairiam em defesa do rebanho? Isso serve para os pastores de hoje: para uma correta e eficaz defesa do rebanho, o pastor tem que ter unção de Deus na vida! E para superar os grandes desafios (gigantes) que a vida nos impõe, somente por meio da unção divina.
Agora, o exemplo do Novo:
Quando Jesus estava se ausentando da Terra, subindo em diração ao Céu (para onde mais, oxente?), Ele deixou uma promessa aos seus discípulos: que mandaria o Espírito Santo e que eles receberiam poder para serem testemunhas. Aqui cabem duas observações: poder, no grego original, é dunamis, palavra de onde vem dinamite e dinâmico, ou seja, Deus os capacitou a serem verdadeiros terroristas (espirituais), detonando as fortalezas do diabo!
A segunda palavra que merece observação é testemunha. No original, testemunha é marturius, de onde vem nossa palavra mártir, aquele que morre por uma causa ou pela fé (cristã). Veja este interessante artigo na Wikipedia sobre o testemunho cristão, recheado de etimologia (origem) das palavras, para os que quiserem se aprofundar (e rir muuuuuuito: só os que lerem entenderão… rá!).
Esses dois exemplos – Davi, no Velho, e o Pentecostes, no Novo – nos dão uma breve noção de que a unção de Deus transforma E capacita as pessoas a serem diferentes e fazerem diferença. Neste momento, creio eu (porque, se eu não crer eu morro! risos), você já deve estar se perguntando: como eu consigo essa unção na minha vida? Se for cristão, claro, por que um não-crente jamais iria querer poder para ter coragem de – quem sabe – morrer pela fé, certo?
Uma pequena nota: no Velho Testamento, a unção (óleo, azeite) representava o Espírito de Deus. No Novo, permanece a simbologia, entretanto com bem menos intensidade porque o Espírito hoje é mais presente e atuante na vida dos crentes, após sua descida triunfal e espetacular no dia de Pentecostes, que inaugurou a Era da Igreja (grosso modo).
Bem, como conseguir essa unção vai ficar para outro post, no futuro (assim que eu descobrir como… hahahaha). Enquanto isso, vamos refletir sobre as mudanças que a unção de Deus acarretam em nossa vida, tomando por base o Salmo 133, lá do começo (pensa que eu tinha esquecido, é?).
O verso 2 será aquele que utilizaremos como referência da transformação que ocorre na vida daquele que é ungido por Deus. Então, vejamos:
1. O óleo desce primeiro na cabeça (mente, cérebro) = a primeira mudança é de mentalidade. Muitas pessoas se iludem achando que mudança exterior já é comprovação de que a mudança interior já ocorreu. Isso nem sempre é verdade e, infelizmente, nos dias de hoje, percebemos que muitas mudanças são apenas superficiais. Este verso nos mostra duas coisas interessantes: a primeira é a questão da CAPACIDADE, pois só Deus pode mudar a mente de alguém de forma completa e definitiva. A segunda é a da PRIORIDADE, que nos mostra que a obra de Deus acontece em primeiro lugar na mente, pois é na mente que as grandes batalhas começam e são ganhas. Se você quer mudar – para melhor – comece a pedir que Deus aja em sua mente, conforme está escrito em Romanos 12.2: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente…”
2. Depois desce pela barba (boca, lábios) = a segunda mudança é no falar, nas atitudes. Após a mudança ter acontecido interiormente, longe dos olhos (dos outros, claro, porque o cérebro é bem ali… risos), a segunda etapa é a mudança interna começar a se manifestar exteriormente. Uma mudança (interna) que não se pode verificar externamente não é mudança, é apenas encenação, ilusão ou falsidade. Se você vir pessoas que dizem ser uma coisa (cristãos, p.ex.), mas seu linguajar não mudou, que transformação aconteceu? Entendeu? Pois é, nem eu. Uma nova mentalidade vai conduzir, necessariamente, a um novo modo de ver as coisas e, consequentemente, a um novo modo de falar e se expressar. Como Jesus enfatizou: é pelos frutos que conhecemos a árvore, e a boca fala do que o coração está cheio. Se houve mudança na mente, a boca logo, logo vai dar com a língua nos dentes! risos
3. Depois desce pela orla das vestes (indumentária, vestimenta, costumes) = a derradeira mudança é no comportamento. É incrível, mas você pode ver que uma época já mais a mesma observando as roupas que eram utilizadas antigamente. Quem não se lembra das calças bocas-de-sino que nossos pais (talvez avós, no seu caso… risos) usavam? E o cabelo black-power, imune a pentes, shampoos e piolhos que [preencha com o nome aqui... #vergonha] usavam? E o que dizer dos “costumes” emo’s que vemos hoje? E como identificamos um “emo”? Exatamente: pela forma que ele se veste e se comporta. Você acredita que alguém que se veste deliberadamente de forma provocante e sensual está cheia do Espírito de Deus? E o Espírito Santo é fraco a ponto de não ser capaz de influenciar uma mudança comportamental na vida de alguém, coisa que qualquer manipuladorzinho de meia-tigela consegue? Não, eu não acredito nisso. Eu acredito, outrossim, que o Espírito Santo, preenchendo a vida de alguém, vai direcioná-lo à santidade e maior intimidade com Deus, e não a um afastamento do Senhor.
Portanto, ficam as lições para mim e para você: as mudanças ocorrem primeiro interiormente para, depois, se manifestarem no exterior. Não é o contrário, e se for no sentido oposto, ou seja exterior >> interior, a mudança não será verdadeira, definitiva e permanente. Outra lição que está implícita, mas que deve ser trazida à tona, é que devemos ter paciência para vermos resultados visíveis. Afinal, criar uma nova mentalidade e fazer com que ela produza frutos leva tempo, certo?
Dois dedinhos de prosa, antes de terminar *
Em primeiro lugar, quero dizer que eu pensava em escrever um post pequeno (eu juro que tentei!), mas como você deve ter percebido, não consegui… risos. Mas, convenhamos, também não ficou assim tãããããoooo grande, né? Deu pra você ler de uma sentada, sem precisar ir ao banheiro (espero). Então, se você gostou, sem querer abusar (mas, já abusando), deixe isso patente para nós, seja clicando no gostei, nas estrelas, no +1, no curti bla bla bla, patati patatá (isso, isso, isso). Ah, seu comentário também é importante paa nós. Apenas avisando que
kkkkkkkkkkkkkk, ahuahsuahsuhasusahsuhsuhas, kaspoaskaspoaskkasposak, heheheheheheheheheh, hihihihihihihihihihihi, rororoororoorororó e uhuhuhuhuhuhuhuhuhuh
não serão considerados (apesar de aprovados, claro… risos).
Em segundo é último lugar, quero agradecer às orações e palavras de incentivos de todos os que oraram e comentaram, animando-me a continuar escrevendo no blog. É com muito prazer e satisfação que digo que o fato de eu continuar escrevendo é culpa de vocês, e se alguém reclamar, vou mandar a conta procêis, ok? De coração, obrigado a todos.
* se por acaso você não entendeu os 2 dedinhos antes de terminar, sugiro que leia os 2 dedinhos antes de começar…
“E chamou o Senhor Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me. E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses? Então, disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi. E disse o Senhor Deus à mulher: Porque fizeste isso? E disse a mulher: A serpente me enganou e eu comi” (Gn 3.9-13).
Administrando as tensões no lar – Um Breve Guia Para Uma Família Saudável e Equilibrada
A família é uma instituição criada por Deus, cujo objetivo é glorificá-lo. Sabe-se que ao estabelecer a família, Deus objetivava um projeto que fosse capaz de gerar felicidade e sucesso. Ao primeiro casal Deus deu o Jardim do Éden, um lugar perfeito, lindo e completo, onde eles poderiam viver sob a proteção e bênção de Deus (Gn 2.8,15). Observa-se o cuidado de Deus em dar desde o princípio à família um lugar específico onde esta pudesse viver junta. Isto vem evidenciar que não importa quão simples seja o lar, contanto, que seja cuidado, limpo atraente e que a família se sinta bem em está ali.
O lar cristão é um projeto de Deus, e o mais importante é que o Criador deste projeto deseja estar sempre presente. Uma família orientada por Deus deve ter por norma seguir determinações estabelecidas por Deus em Sua Palavra, posicionando-se de acordo com princípios cristãos. Assim, no âmbito do lar é possível se compartilhar planos, problemas, necessidades e questões de administração financeira ou da casa em geral, sempre com objetivo primeiro de ver a unidade da família, bem como glorificar a Deus.
Tensões no lar é assunto que tem sido debatido em vários trabalhos realizados com casais e famílias. Não obstante a frequência com que são ministrados tais assuntos, o que se vê é muita dificuldade na família, entre seus membros. Há entre os casais um grande abismo entre o que se diz viver e o que, de fato, se vive. Embora os membros da família, em especial os casais, estejam em busca da almejada felicidade e paz no lar, observa-se que há muito conflito e grande dificuldade de relacionamento no lar, faltando, portanto, ajustamento em várias áreas da vida.
A questão dos conflitos conjugais teve início em Adão e Eva. O rompimento, através do pecado, do perfeito plano de Deus trouxe à humanidade maldição divina. Houve um rompimento da perfeita comunhão, do relacionamento perfeito entre as criaturas de Deus, inclusive do casamento, que foi totalmente atrofiado sob a terrível maldição do pecado. Observe que o homem, após a queda, ao ser confrontado com seu pecado, respondeu a Deus culpando a mulher: “A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi” (Gn 3.12). A mulher, por sua vez, saiu culpando todos que estavam à sua volta. Observa-se que o pecado tem trazido este mal terrível ao coração do ser humano. Ora, o que temos aqui são duas pessoas que pecam contra Deus e, de forma egoísta, tentam esquivar-se culpando um ao outro do seu pecado. O marido culpa a esposa e Deus e a esposa culpa todos à sua volta. Uma lástima! Desde então nunca mais as coisas funcionaram conforme Deus havia planejado.
Ajustando para viver bem.
Penso que o companheirismo é o objetivo primário do casamento. O que se busca neste assunto é uma unidade harmônica e criativa de alma e corpo. Entende-se o casamento como uma associação de duas vidas, com um só ideal que devem ser iguais em valores e que busquem como alvo maior se completar uma à outra. Para que isto aconteça é necessário que o casal busque o ajustamento.
O casal deve adaptar-se ao modo de viver um do outro, levando sempre em consideração a felicidade do lar o que, na verdade, é uma busca que deve ser constante por parte de cada cônjuge. A busca por um ajustamento no lar, para que se possa chegar ao nível necessário no seio da família, deve ser objeto de desejo de todos, mesmo que para isso abdiquemos do que gostamos de fazer ou ter. O amor no seio da família deve ser altruísta, buscando sempre o interesse e o bem estar de todos do lar.
Um casal é formado por duas pessoas que costumeiramente viveram sós e estão acostumados a pensar apenas em si mesmos e nos seus próprios interesses, sendo assim, precisam, a partir do casamento, pensar na vida a dois. As opiniões pessoais não devem mais prevalecer e sim aquilo que for bom para ambos. Tudo agora deve ser trabalhado objetivando satisfazer os dois, de sorte que a opinião de cada um deve ser: “Isto é bom para nós?”.
Comunicando para entender bem.
Vejo que o segredo de um casamento feliz é o sucesso na comunicação saudável. O companheirismo e a comunicação entre o casal é necessário se ambos buscam alcançar um bom relacionamento. O silêncio sepulcral e gelado não deve prevalecer em um casamento, a fim de que o mesmo não agonize. É, pois, de bom alvitre, haver entre os cônjuges confiança mútua, respeito ao ponto de vista um do outro, ambiente arejado com bom entendimento, para que não haja divisão, contenda, discursos sem nexo e egoísta. Hernandes Dias Lopes diz que
“onde prospera a crítica impiedosa, o romantismo acaba. Onde abundam as acusações veladas, o relacionamento conjugal adoece. Sem comunicação harmoniosa, a vida conjugal se torna uma prisão, e não um campo de liberdade” [1].
Estou certo que a boa comunicação vai muito além da transmissão verbal de informação e, se eu desejo criar um diálogo eficiente, tenho que ir além de simples conversação. Existem obstáculos que podem bloquear a minha comunicação, dentre alguns posso citar a grande quantidade de compromissos existente na agenda do casal. Ora, sabe-se que esse ativismo exagerado demanda tempo, desgaste de energia e emoções, trazendo sérios prejuízos, inclusive à comunicação básica.
Os filhos, que sabemos serem grandes bênçãos ao casamento, trazem também enorme responsabilidade ao casal, além de certa dificuldade na separação de tempo para a intimidade e comunicação. Aqui, o casal precisa ser cuidadoso para não causar nenhum prejuízo a qualquer das partes. Diálogo afinado entre os cônjuges é algo imprescindível. Porque viver debaixo do mesmo teto e tornar-se incapaz de comunicar-se para chegar a um acordo? Casais devem conversar profundamente sobre quaisquer problemas, questões ou ainda sobre seus sentimentos, objetivo e propósitos. Esse diálogo deve, sem sombra de dúvida, fazer parte da vida dos membros que compõem a família, como prova da maturidade existente entre os mesmos.
Não são muitos os casais que se dispõem abrir o coração um para o outro e tratar de suas intimidades, assuntos diversos do dia a dia e outros. Existem os que estão presos a fatos e acontecimentos que se deram em suas vidas, sem conseguir derrubar essas muralhas, abrindo caminho para o diálogo e a comunicação. Nesse ponto se faz necessário o conhecimento um do outro, além de boa compreensão. Conhecer e ser conhecido, ouvir e compartilhar, compreender e ser compreendido, fazer tudo para não esconder nada do seu companheiro, sendo honesto, franco e aberto, são quesitos importantes no relacionamento conjugal com boa comunicação.
Respeitando para viver em paz.
Como conviver com uma pessoa sem que haja entre ambos o respeito? Penso ser impossível querer uma pessoa sem respeitá-la também. Considerar o cônjuge em qualquer circunstância é fundamental para se viver bem. O respeito mútuo tão imprescindível ao casal deve começar com o esforço de ambos no cumprimento dos seus deveres e o papel de cada na família. A esposa deve esforçar-se no cuidado da casa, mantendo-a sempre bem asseada, no preparo de uma boa comida, além do esmerado cuidado com os filhos. O marido deve empreender esforço no suprimento das necessidades do lar, além de exercer sua autoridade como cabeça da família.
Quem não gosta de sentir-se respeitado e ainda saber que suas opiniões e pensamentos têm valor para seu cônjuge? A reverência entre esposo e esposa, estimulada no texto bíblico (Efésios 5), acaba gerando entre ambos honra e respeito, mesmo quando não se tem o mesmo ponto de vista. Ora, esse respeito dá ao cônjuge a capacidade de sujeitar-se um ao outro.
Algo que acho interessante na vida do casal é a disposição que ambos têm para elogiar um ao outro. Como é lindo de ver, quando o casal trata um ao outro com cortesia, consideração e carinho, expressando sempre admiração um pelo outro. É importante observar que o amor não se concentra simplesmente nas falhas da pessoa amada, mas em suas virtudes. Observe o que diz apóstolo Pedro: “… porque o amor cobre uma multidão de pecados” (1Pe 4.8). Hernandes Dias Lopes observa:
“Muitos cônjuges destroem o casamento porque pensam que a sua posição na relação conjugal é exercer o papel de um detetive. O detetive é aquele que busca descobrir as falhas do outro. Ele anda com a lupa na mão em busca do menor vestígio para incriminar a pessoa. Sua função é pegar a vítima no contrapé. Ele age constantemente na surdina, para flagrar alguma cena íntima e comprometedora e revelar isso publicamente. O nosso papel no casamento não é identificar as falhas do nosso cônjuge e lançá-las em seu rosto, mas destacar suas virtudes e torná-las públicas” [2].
Viver criticando o cônjuge perante outras pessoas, e até entre amigos, é destrutivo para a confiança e o respeito mútuo. Tim Lahaye observa: “Nunca comente as faltas, fraquezas ou deficiências de seu companheiro perante outras pessoas. Jamais critique perante seus amigos ou parentes o seu cônjuge“. Esse é o mesmo pensamento de Hernandes Dias Lopes, conceituado escritor e pastor brasileiro:
“Os homens devem ser cuidadosos com o que falam à esposa. A língua tem o poder de dar a vida e matar (Pv 18.21). Com ela, edificamos ou destruímos a relação conjugal. Muitas mulheres perdem o encanto com a relação conjugal porque foram humilhadas com comentários indelicados, palavras ferinas e gestos desairosos de seu marido. Muitos homens são como Nabal, duros no trato” [3].
Hernandes Dias Lopes [4] segue seu argumento citando alguns pontos importantes que o marido sensato, ajuizado, jamais deve fazer:
1. Comparar sua mulher com outras mulheres. Ninguém gosta de ser comparado. Somos uma pessoa única e singular. A comparação humilha e amassa as emoções da pessoa; 2. Criticar a esposa perto de outras pessoas. Há marido tão insensível que, além de tecer críticas à esposa, ainda a expõe ao vexame público; 3. Tratar a esposa com rispidez. A palavra dura suscita a ira e destrói o romantismo. Uma mulher perde o interesse sexual por um homem que a trata com desdém. Nada destrói mais o romantismo do que as palavras duras; 4. Depreciar o corpo da mulher. Nada humilha tanto uma mulher do que ser criticada pelo marido por estar gorda ou magra. Ninguém gosta de ser depreciada. Isso achata a auto-estima e amassa as emoções; 5. Criticar a família da esposa. Um homem sábio jamais critica a família de sua mulher. Mesmo que haja coisas negativas a ser faladas, o marido deve manter-se em silêncio se não pode falar coisas positivas.
As dificuldades no relacionamento a dois seriam muito diferentes (menores e menos graves) se os cônjuges entendessem os problemas que poderiam ser evitados se eles aceitassem que não podem mudar a pessoa com quem se casou. É certo que nunca conseguiremos mudar o nosso cônjuge, manipulando-o a fim de se tornar como eu quero que seja ou, ainda, levando-o a ser conforme minha ideia de perfeição. Não temos a capacidade de mudar as pessoas ao nosso redor, e precisamos nos desvenciliar dessa doce ilusão. Será mais sensato aceitar o marido ou esposa incondicionalmente, deixando que, com oração, tempo e – não raro – lágrimas, Deus trabalhe nas áreas certas para realizar as mudanças necessárias.
Maturidade emocional necessária.
O relacionamento conjugal pode tornar-se complexo se não houver ajustamento. Se o casal for incapaz de se ajustar socialmente e reagir bem nas várias situações pela quais passam, certamente enfrentarão sérias dificuldades. Isto é fato, porque as crises geradas que não forem resolvidas ocasionarão desentendimentos constantes, podendo culminar no fracasso do casamento. O que se observa claramente é que, quando as dificuldades aparecem, geralmente um dos cônjuges se esforça para melhorar o relacionamento, enquanto o outro reage negativamente, demonstrando certa imaturidade. Infelizmente, alguns casais se comportam como verdadeiras crianças birrentas, ou seja, mimadas, quando a coisa à sua volta não acontece de acordo com sua vontade.
Paul Hoff, conselheiro cristão, pontua alguns sinais de imaturidade que atingem o casal e que acabam gerando sérios problemas no relacionamento:
“ser exigente quanto à satisfação de seus próprios desejos, não levar em conta os sentimentos e desejos do outro cônjuge, dar rédeas soltas a determinadas reações quando as coisas andam mal ou a pessoa não consegue o que deseja: (gritar, chorar, irar-se, ficar de mal humor, calar-se, não aceitar a responsabilidade, culpar o outro, ser desobediente e obstinado, depender excessivamente dos pais, e não ceder em assuntos em que há diferença de opiniões) [5].
O casal deve ter equilíbrio em suas emoções. Lute para adquirir esse equilíbrio, afinal o casamento exige dos cônjuges o máximo de cuidado. Com diálogo e paciência, tente resolver a diferenças existentes de forma pacífica e ponderada, controlando seus sentimentos e dominando seus impulsos. Paul Hoff observa que a pessoa suficientemente madura para casar precisa ter as seguintes características:
“enfrenta a vida com realismo; aceita as situações tais como são; é capaz de tomar decisões; coopera bem com os outros; é capaz de amar a alguém além de si mesmo; aceita bem as frustrações e os contratempos” [6].
Concordando na administração das finanças.
Penso que o casal deve ser cauteloso e ter bom siso na administração daquilo que ganha. Olhando cuidadosamente, sabe-se que todo o dinheiro que se ganha é pouco para tudo que se necessita. Quando se trata do modo como gastá-lo, então, sobram dificuldades e os problemas se avolumam quando não há concordância por parte dos cônjuges. Se um dos cônjuges é desregrado com gastos em coisas suas, logo, logo haverá conflitos entre os dois. Por que não fazer um orçamento e cumpri-lo rigorosamente? Aqui, é importante o domínio próprio, pois é grande investimento se evitar tensões no lar advindo de dívidas ou dinheiro mal administrado.
Essa é uma questão séria e complexa. Hoje, já bem mais consciente e amadurecido, me recordo das grandes dificuldades e enrascadas em que me meti por causa de má administração financeira. Isto me custou muitas noites sem dormir e profundas dores no estômago. Hoje ainda sofro alguns transtornos que estou sanando, devido à loucura em querer fazer as coisas sem calcular e conversar com a esposa.
Sei o quanto isto é difícil. Para termos relacionamento estruturado, buscando mais sua valorização, precisamos investir profundamente em nossa família e em nosso cônjuge. Hernandes Dias Lopes observa o quanto o relacionamento é mais importante que bens materiais. Ele diz:
“Bens não podem ocupar o lugar de pessoas. Relacionamento é mais importante do que bens materiais. O que você precisa para ser feliz não é de uma casa mais espaçosa nem de um carro mais novo, mas de um relacionamento mais cheio de encanto. Equivocam-se aqueles que pensam que a felicidade está no ter, e não no ser. Enganam-se aqueles que sacrificam o casamento para chegar ao topo da pirâmide social. Nenhum sucesso compensa o fracasso da família. A vitória que exige o sacrifício da família é pura perda. Ela tem sabor de derrota amarga”, grifei [7].
Igreja local, trabalho e família, administrando essas questões.
Embora este seja um assunto sempre em pauta, muitos casais e família se descuidam e acabam tropeçando aqui. Ser cauteloso, usar de sabedoria neste quesito é importante. O texto sagrado trata exaustivamente do assunto quando revela claramente que Deus deve sempre estar acima de todas as coisas, além de ocupar o lugar central na vida da família. Vivendo de forma cristocêntrica e bibliocêntrica, o casal enfrentará vitorioso todo e qualquer conflito que possa vir de encontro ao seu relacionamento, seja na vida familiar, na profissional ou mesmo na eclesiástica.
Sobre o trabalho, sabe-se que foi estabelecido por Deus antes da queda. Deus havia determinado ao homem trabalhar (Gn 2.15). Observe o que Jesus disse acerca de seu Pai: “meu Pai trabalha até hoje” (Jo 5.17), e Paulo, o apóstolo para os gentios: “se alguém não quer trabalhar, também não coma!” (2 Ts 3.10). Todos nós precisamos trabalhar, e sendo este um propósito primário que tem por objetivo, especialmente, atender as necessidades básicas da família.
Deve haver amor mútuo entre os membros da família, dedicação de tempo, compreensão e perdão. A família deve se envolver nos trabalhos da igreja, tendo o cuidado para que a igreja não “roube” o tempo que deve ser destinado à família. Outra dica importante: Cuidado com o que se conversa dentro de casa. Alguns pais são despercebidos e tendem a difamar, caluniar pessoas à vista de seus filhos, trazendo exemplos funestos para os que lhe ouvem, o que acaba gerando descrédito na igreja, liderança com enfraquecimento espiritual e fracasso total.
Por outro lado, um cuidado que a igreja deve ter é com a quantidade enorme de trabalhos que acaba assoberbando seus membros com tanta atividade, tirando aquele precioso tempo que deve ser destinado á família, o que acabará dificultando que casais e família cultivem costumes importantes para seu próprio fortalecimento.
Relacionamento conjugal: pequenas regras para viver bem.
O texto de 1 Coríntios 7 é resposta do apóstolo Paulo aos cristãos de Corinto acerca do relacionamento conjugal. Vamos considerar três versículos que entendo são regras para se evitar conflitos e consequentemente viver bem.
“O homem deve cumprir seu dever como marido, e a mulher também deve cumprir o seu dever como esposa” (v. 3; NTLH).
Como tendo profundo conhecimento da área, o apóstolo declara com firmeza que tanto marido como esposa devem cumprir seus deveres matrimoniais recíprocos. O texto mostra a obrigação que um tem para com o outro. Kastemak observa que aqui “o marido não deve exigir da esposa, pelo contrário, deve satisfazê-la, bem como ela ao marido” [8]. Ele observa ainda que o termo “cumprir seu dever” citado por Paulo é referência a uma dívida que deve ser paga um ao outro, e que o casamento sem sexo não é somente antinatural como é também expressamente proibido [9].
Eis ai um cuidado que os cônjuges devem tomar, evitando assim conflitos desnecessários e desagradáveis:
“A esposa não manda no seu próprio corpo; quem manda é o seu marido. Assim também o marido não manda no seu próprio corpo; quem manda é a esposa” (v. 4; NTLH).
A questão da autoridade sobre o corpo é abordada aqui. Tanto o marido tem autoridade sobre o corpo da esposa, como a esposa tem autoridade sobre o corpo do marido. Veja que no texto acima, Paulo não traz aquele destaque do marido como “cabeça da mulher”. Este fato se dá porque, em se tratando de sexualidade de marido e mulher, o que existe é uma completa igualdade, ou seja, cada um tem autoridade sobre o corpo de seu cônjuge e ambos se submetem um ao outro. Há uma perfeita reciprocidade.
“Que os dois não se neguem um ao outro, a não ser que concordem em não ter relações por algum tempo a fim de se dedicar à oração. Mas depois devem voltar a ter relações, a fim de não caírem nas tentações de satanás por não poderem se dominar” (v. 5; NTLH).
O texto parece indicar que Paulo está tratando com alguns casais de Corinto que estavam se recusando a dar um ao outro os seus direitos conjugais. No entendimento de Paulo, esse é um direito que cada cônjuge tem. Tirar, portanto, esse “direito” é, literalmente, roubo ou furto de posses pertencentes a uma outra pessoa. O apóstolo, então, lhes emite uma ordem para que parem de proceder assim e não “defraudem o seu cônjuge”. Kistemak faz a seguinte observação:
“Paulo permite abstinência de relações maritais em três casos: primeiro, se tanto o marido como a esposa concorda em fazer isso; depois, se os dois concordam que a abstinência é por um período limitado; e terceiro, se ambos usarem esse tempo para a oração. Paulo permite essa exceção à regra, mas proíbe qualquer pessoa de impor restrições involuntárias sobre seu cônjuge” [10].
Observe que o texto bíblico acima ainda acrescenta que abstinência precisa ser temporária, voltando à vida normal, para que Satanás não os tente por falta de domínio próprio.
Concluo esse texto enfatizando que tensões no lar existirão sempre, é preciso, no entanto, graça e sabedoria para administrá-las com objetivo de não ver desmoronar o lar, o casamento. Não existe nada mais importante para o casal e família do que a fé em que Cristo pode resolver todas as tensões, conflitos e levar-nos ao ajustamento perfeito.
Um conselho antes de encerrar: Estabeleça um altar em seu lar desde o começo da união. Priorize Deus em seu relacionamento, apresentando seus pedidos diante do Trono da Graça. Os ressentimentos e tensões se desfarão quando o casal e família orarem juntos. Desta forma todos encontrarão prazer espiritual e força para continuar caminhando sempre unidos pelos laços do amor em nome de Cristo Jesus, nosso Senhor.
Notas bibliográficas:
[1] Lopes. Hernandes Dias, Casados e Felizes. Ed. Hagnos. 1ª Ed. 2008, SP
[2] Idem, pg. 67
[3] Idem, pg. 17
[4] Idem, pg 17,18
[5] Hoff, Paul. O pastor como conselheiro. Ed. Vida. 1981, SP, pg. 114
[6] Idem, pg. 114
[7] Lopes. Hernandes Dias Lopes, Casados e Felizes. Ed Hagnos. 1ª Ed. 2008, SP. Pg. 21
[8] Kistemak, Simon. Comentário do Novo Testamento 1 Coríntios. Editora Cultura Cristã. 1ª Ed. 2004. SP, pg. 300
[9] Idem, pg. 300
[10] Idem, pg. 302
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Leia: Aprendendo a dizer não ao pecado – Parte 1clicando AQUI.
Assim sendo, não há como haver o abandono do pecado sem novo nascimento, sem arrependimento e sem regeneração do Espírito (as três juntas, inseparáveis e totalmente relacionadas).
Mas Tagore, quer dizer que se eu pecar então nunca passei por isso?
Amigo, entenda:
- o ser humano peca e enquanto o Senhor não transformar os nossos corpos carnais, então continuaremos pecando. Mas se você vive na prática do pecado, se não há nenhuma mudança em você e conforme o tempo passa você não se torna mais santo, mais consagrado a Deus então você provavelmente não foi transformado. Mas, se você tem dia-após-dia reconhecido os seus erros e travado lutas ferrenhas contra seu corpo, seus olhos, sua boca e, conforme o tempo passa, está mudado em uma outra pessoa, então se alegre, porque Deus está te aperfeiçoando.
Tendo todas essas coisas em mente, quero passar a falar de quatro atitudes que são consequência de uma vida regenerada e que fazem com que o crente, dia-após-dia, abandone o pecado.
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão e nas orações.” Atos 2.42.
Primeiro
A perseverança é algo fundamental na vida de todo o cristão. Para seguir a Deus, para amá-lo, para obedecê-lo, para orar, pra tudo isso, é necessário perseverança. Persevere em seguir a doutrina dos apóstolos (os da Bíblia, viu? risos), que está registrada na Palavra de Deus, a Bíblia, que testifica de Jesus Cristo. A doutrina dos apóstolos estava sempre em conformidade com aquilo que os profetas testificaram acerca de Cristo no Antigo Testamento. Vamos a um contexto histórico:
Há alguns (muitos) anos atrás (e provalmente também na época de Jesus), muitos e muitos não sabiam ler. Até a invenção da primeira da primeira impressora (prensa, de Gutenberg), que só se deu mais ou menos 1400 anos após a ressurreição de Jesus, não era possível que as pessoas tivessem acesso a livros como nós temos hoje. Portanto naquela época, a Palavra era ensinada pelos apóstolos e conferida no Antigo Testamento pelos que sabiam ler. As cartas apostólicas que se encontram na Bíblia eram lidas nas congregações, para que as pessoas meditassem, juntamente com os Evangelhos. Um costume das sinagogas judias era que o Antigo Testamento (que na época os judeus não o chamavam assim e, para ser honesto, nem hoje pois, para eles, não existe um Novo Testamento) fosse lido ao povo pelos líderes religiosos. E, provavelmente, essa (excelente) tradição foi transmitida às primeiras congregações cristãs.
Aprenda isso: hoje em dia Bíblia, pelo menos no Brasil, é uma coisa que não falta. Devore a Bíblia, aprenda, estude, porque essa Palavra santifica. Veja o que Paulo diz a Timóteo:
“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido. E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para salvação, pela fé que há em Jesus Cristo. Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído em toda boa obra. Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.” 2 Timóteo 3.14-17.
Você não tem desculpa para não ler a Bíblia, como aquelas pessoas que não sabiam ler. Persevere em ler, todos os dias, em meditar e guardar aquilo que você está lendo. Se você tiver dificuldade com a linguagem, te aconselho que compre a Bíblia na tradução: Nova Versão Internacional (NVI). Um outro conselho, muito útil, que me foi dado quando comecei a ler a Bíblia é: comece pelo Novo Testamento (uma boa dica é começar pela Primeira Epístola de João, 1 João). E também: ore sempre antes de ler, pedindo que o Senhor te dê entendimento.
Segundo
Comunhão é fundamental. Primeiramente a comunhão com Deus, que se adquire em oração, mas também a comunhão com os santos de Deus, seus irmãos em Cristo.
Nós, que fomos salvos pelo Cordeiro de Deus, somos feitos, individualmente e como todo, noiva do Cordeiro e membros do corpo de Cristo. Há muita gente hoje em dia dizendo que crê em Deus, e até que o serve, mas que não vai a igreja. Isso é uma mentira. Se nós cremos em Deus, fomos salvos e o servimos, então nós temos comunhão com a Igreja de Cristo, estamos em constante contato com ela e a amamos. Isso envolve se reunir com os irmãos em algum lugar (digo “algum lugar”, pois na época da perseguição no Império Romano não havia um edifício específico onde as pessoas se reuniam para adorar).
Parênteses: Se por algum motivo você está incapacitado, em um hospital, acamado, ou preso, ou não pode sair de casa então não se preocupe em ir a um edifício com uma placa escrita igreja. Mas se você pode, então não arranje desculpas para não ir. Se a sua família é cristã, seus pais, filhos, irmãos, ou quem morar com você for cristão, então vocês devem ser igreja também dentro de casa (o que ajuda em muito as pessoas que estão incapacitadas de irem a uma congregação). É fundamental que as famílias se reúnam em oração, para ler a Palavra, para louvar a Deus, para estar em comunhão. Muitas famílias hoje em dia têm sido arruinadas pelo pecado por não estarem em comunhão com Deus em seus lares, unidos, segundo o propósito de Deus para com os homens.
Até com seus amigos você pode (e deve) se reunir como igreja. Qual foi a última vez em que você esteve unido com os seus amigos, fora de horário de culto, para orar, ler a Palavra e jejuar? As suas amizades têm glorificado a Deus? Elas têm trazido bençãos para sua vida espiritual, ou têm te afastado do Senhor Jesus Cristo? Seja amigos de crentes fiéis. Afaste-se de “cristãos” que não acrescentam nada à sua vida e una-se a pessoas verdadeiramente espirituais, fiéis a Deus. Lembre-se do Salmo 1.1:
“Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores!”
“Mas Jesus disse que não são os sãos que precisam de médicos, mas os doentes! Como meus amigos não-cristão saberão sobre Jesus?” Ah, meu amigo! Como eu já disse isso e me dei muito mal pecando! Veja, Jesus não estava com os pecadores para fazer as mesmas coisas que eles. Ele ia e pregava sim, mas as suas amizades foram demonstradas nos diversos momentos em que Jesus esteve a sós com os seus discípulos, para orar e para buscar ao Senhor (João 18; Lucas 9:28-26). As amizades íntimas do Senhor Jesus eram com os seus discípulos: João, Marta, Maria, Lázaro, entre outros.
Veja o que nos diz a Bíblia em 2 Coríntios 6.14:
“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?”
e também:
Não se deixem enganar: “as más companhias corrompem os bons costumes”. 1 Coríntios 15:33
Se você quer pregar o evangelho a essas pessoas, pregue. É sua obrigação, inclusive. Mas é impossível que vocês tenham comunhão, até que aquele que está em trevas passe para a luz. Sendo assim, tenha comunhão com os santos. Sim, na igreja (ou seja, sendo participante dos cultos) e também (ou seja, sem excluir nem um nem outro) em sua casa, com sua família e seus amigos. Seja amigo de quem é espiritual, de quem tem algo a acrescentar em sua vida cristã. Isso te ajudará a ter sabedoria e prudência em sua vida e te fará mais firme diante do pecado.
Quer saber o terceiro e o quarto pontos? Então espere a terceira parte.
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Just another little servant of the Lord Jesus Christ. Apenas mais um pequeno servo do Senhor Jesus Cristo. Editor do blog Desafiando Limites (http://wallysou.com). Crítico do cristianismo evangélico da prosperidade e pensador cristão amador.